Na cidade do ex-prefeito Braide São Luís a saúde está na UTI
Vigilantes cruzam os braços após meses sem salário no hospital veterinário do Braide, esse é terceiro hospital da gestão do ex-prefeito Eduardo Braide que tem sérios problemas
Os vigilantes afirmam que continuarão em greve até que todos os pagamentos sejam regularizados
Os vigilantes que atuam no Hospital Municipal Veterinário, em São Luís, cruzaram os braços nesta segunda-feira (3). A categoria denuncia atraso de salários e benefícios e cobra uma solução da empresa responsável pelo serviço de vigilância.
Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Maranhão, cerca de 10 profissionais aderiram à paralisação. Os trabalhadores afirmam que estão há dois meses sem receber salários e três meses sem o vale-refeição. Eles também denunciam atraso no pagamento do vale-transporte.
De acordo com a categoria, a situação já se tornou insustentável. Os vigilantes afirmam que continuarão em greve até que todos os pagamentos sejam regularizados.
Em entrevista ao programa Hora D, da TV Difusora, o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Daniel Pavão, afirmou que os trabalhadores enfrentam dificuldades para manter as despesas básicas.
“Isso aqui é fome. São pais e mães de família que precisam receber seus salários para pagar aluguel, água, luz e outras contas”, declarou.
O sindicalista também denunciou suposto assédio moral contra os funcionários. Segundo ele, alguns trabalhadores estariam sendo ameaçados de demissão caso deixem de comparecer ao serviço durante o período de atraso salarial.
Daniel Pavão afirmou ainda que o Hospital Municipal Veterinário é administrado pelo Instituto Transformar, responsável pela gestão da unidade. Segundo ele, a empresa Brantex, que presta o serviço de vigilância, alega que não recebeu os repasses necessários para efetuar os pagamentos dos funcionários.
O presidente do sindicato criticou a falta de entendimento entre as partes e disse que os trabalhadores estão sendo prejudicados enquanto a responsabilidade é atribuída de um lado para o outro.
Ainda segundo o sindicato, outras empresas terceirizadas que atuam no hospital estariam com os pagamentos em dia, situação que será questionada junto aos órgãos competentes.
A categoria informou que pretende solicitar uma audiência no Ministério Público para discutir o caso e buscar uma solução para o impasse.
Além das dificuldades financeiras, os vigilantes destacam que trabalham diariamente em um ambiente considerado insalubre, devido ao contato com animais em tratamento e com diversas doenças.
Até a publicação desta reportagem, não havia posicionamento oficial da empresa Brantex nem do Instituto Transformar sobre as denúncias de atraso nos pagamentos. O espaço permanece aberto para manifestação das partes.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que não há qualquer pendência financeira por parte do Município. Todos os repasses previstos para a gestão do Hospital Municipal Veterinário foram realizados regularmente e de forma antecipada. O último repasse contemplou as despesas dos meses de junho, julho e agosto de 2026.
A Semus notificará a empresa para que regularize o pagamento dos salários e benefícios dos trabalhadores, cuja quitação é de responsabilidade da empresa contratada, que deve cumprir integralmente suas obrigações trabalhistas. A medida visa garantir a continuidade dos serviços e o pleno funcionamento do Hospital Municipal Veterinário.

Nenhum comentário:
Postar um comentário