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terça-feira, 14 de julho de 2026

EXCLUSIVO

Mortes em UTIs do Hospital da Criança de São Luís são investigadas pelo Ministério Público do Maranhão 

Reclamações sobre assistência médica, falta de profissionais e aumento de óbitos motivam investigação do MP no Hospital da Criança

Após perder os dois filhos, o pai registrou boletim de ocorrência e a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar se houve eventual responsabilidade de profissionais ou da unidade hospitalar. O delegado responsável informou que testemunhas estão sendo ouvidas e que o caso será concluído após análise técnica das circunstâncias das mortes.

Outra família que cobra esclarecimentos é a de Otton, criança com paralisia cerebral, microcefalia e síndrome de West. Internado para tratamento de uma infecção intestinal, ele permaneceu hospitalizado por 17 dias antes de morrer. Os pais afirmam que não foram informados sobre o desenvolvimento de um quadro de sepse e alegam que exames importantes deixaram de ser realizados durante a internação. Segundo eles, mesmo após a transferência para a UTI, a assistência foi insuficiente para reverter o agravamento do estado clínico.

Além dos relatos de familiares, profissionais de saúde que atuam no Hospital da Criança também prestaram informações ao Ministério Público. Sob condição de anonimato, médicos e servidores afirmaram que os problemas se intensificaram após a mudança na gestão das UTIs, ocorrida em outubro do ano passado. Segundo esses relatos, parte dos novos profissionais contratados não teria formação específica em pediatria ou experiência no atendimento de pacientes infantis críticos.

Os depoimentos também descrevem superlotação, utilização de setores destinados à estabilização temporária para internações prolongadas e episódios em que pacientes graves permaneceram sem monitoramento contínuo. Um dos relatos cita a morte de uma criança que sofreu parada cardiorrespiratória em um leito de isolamento sem que a equipe percebesse imediatamente a ocorrência, situação que também integra o conjunto de fatos analisados pelos órgãos de fiscalização.


Em nota, a Prefeitura de São Luís afirmou que o Hospital da Criança mantém quadro de profissionais compatível com as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e negou a existência de desabastecimento generalizado de medicamentos e insumos. O município também sustentou que o processo licitatório e o contrato firmado com o IBMED observaram a legislação vigente e destacou que representações apresentadas ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) sobre o tema foram arquivadas.


O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que acompanha a situação da unidade para verificar as condições de assistência e de trabalho dos profissionais, ressaltando que adotará as providências cabíveis caso sejam constatadas irregularidades. Já o Ministério Público Federal comunicou que recebeu as denúncias e fará análise sobre eventual atuação na esfera federal. O Ministério da Saúde também informou que apura as reclamações encaminhadas à Ouvidoria relacionadas às mortes registradas no Hospital da Criança.


Enquanto os diferentes órgãos conduzem suas investigações, familiares aguardam a conclusão dos inquéritos e cobram esclarecimentos sobre as circunstâncias das mortes. O Ministério Público informou que a continuidade das apurações deverá definir se houve falhas individuais, problemas estruturais na assistência ou irregularidades na gestão da unidade de saúde.











Terceiro suspeito de envolvimento no assassinato de gestante e filho morre em confronto

Forças de segurança seguem em campo com o intuito de prender todos os envolvidos.

O terceiro suspeito de participação no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, no município de São João Batista, morreu durante uma operação policial realizada nesta terça-feira (14). O homem foi identificado como João Henrique Lindoso Silva, conhecido pelo apelido de “João do Arrebenta”.


A morte foi confirmada pelo governador Carlos Brandão, que informou que as forças de segurança permanecem mobilizadas para localizar os demais envolvidos na ação criminosa.

Com a nova ocorrência, sobe para três o número de suspeitos mortos durante as operações desencadeadas após o crime. Além disso, um outro investigado, identificado preliminarmente apenas como “Gilmarzinho”, fugiu após o crime e foi buscar refúgio na casa de parentes, no munícipio de Viana. No entanto, os familiares resolverem apresentá-lo na delegacia e agora ele se encontra à disposição da Justiça.


Na segunda-feira (13), David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, morreu após, segundo a polícia, reagir à tentativa de abordagem.


Antes dele, Joelson Braga Araújo também havia sido localizado no povoado Arrebenta, na zona rural de São João Batista, e morreu durante troca de tiros com equipes policiais.



As forças de segurança continuam realizando diligências para identificar e prender os demais integrantes do grupo apontado como responsável pelo ataque.


O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (10), no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista.

As vítimas foram Samira Costa Correia, que estava grávida, e seu filho, Yan Kaleb Costa Santos, de apenas 4 anos. Os dois foram encontrados carbonizados dentro da residência após o imóvel ser incendiado.


Segundo as investigações, cerca de 15 homens armados invadiram a casa, efetuaram diversos disparos e, em seguida, atearam fogo no imóvel.

No local, a Polícia Militar recolheu aproximadamente 100 cápsulas de munições deflagradas, de calibres 9 mm, .38, .40 e 12, evidenciando a violência da ação.


A principal linha de investigação aponta que o ataque foi motivado por uma disputa entre facções criminosas.


Conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), o alvo dos criminosos seria Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai da criança. A suspeita é de que ele tenha rompido com a organização criminosa da qual fazia parte ou passado a integrar um grupo rival, provocando uma represália.

De acordo com o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da SSP-MA, como Josef não foi encontrado no imóvel, os criminosos atacaram os familiares que estavam na residência.


A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais, que deverão esclarecer se mãe e filho morreram em decorrência dos disparos ou do incêndio provocado após a invasão da casa. Enquanto isso, as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no crime.







Mulher é agredida com socos no rosto pelo companheiro em São José de Ribamar

A vítima relatou que foi retirada da cama pelo companheiro e derrubada no chão. Em seguida, o homem teria iniciado uma sequência de agressões

Uma mulher ficou gravemente ferida após ser agredida pelo companheiro na madrugada deste domingo (12), no bairro Alto do Turu I, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo o relato da vítima à polícia, o homem a atacou com socos no rosto e no corpo, além de destruir móveis e outros objetos da residência onde ela morava com as filhas.

Segundo o relato da mulher, a violência começou durante um arraial onde o homem, com quem a vítima mantinha um relacionamento há vários anos, teria apresentado comportamento agressivo e rasgado as roupas da companheira. A vítima conseguiu fugir das agressões e voltou para casa.

Horas depois, conforme o depoimento, o suspeito foi até o imóvel e começou a esmurrar a porta até conseguir arrombar a entrada da residência. Em seguida, ele foi até o quarto, onde a mulher estava deitada.

A vítima relatou que foi retirada da cama pelo companheiro e derrubada no chão. Em seguida, o homem teria iniciado uma sequência de agressões com vários socos no rosto e no corpo. Ela ficou com o rosto bastante machucado e chegou a sangrar durante o ataque.

Depois das agressões, o suspeito teria passado a destruir os móveis e objetos da residência. Segundo a mulher, ele quebrou duas televisões, um balcão, um armário e outros itens de valor que estavam na casa.