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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Guerra urbana de facções no céu do Rio de Janeiro no Brasil 

Guerra no céu se intensifica: explosivos lançados por drones já ferem moradores em ataques no Rio de Janeiro 

Disputa de territórios teve ao menos sete explosivos lançados por drones em cinco meses

Os confrontos entre facções rivais ganharam um novo campo de batalha: os céus do Rio. Desde março, foram pelo menos sete casos de explosão de artefatos lançados por drones, seja em treinamentos de criminosos, seja em ataques. A maioria ocorreu nos últimos três meses, período em que as disputas territoriais se intensificaram. O episódio mais recente aconteceu no sábado, quando duas pessoas que montavam brinquedos em uma festa.


A comunidade, que tem a maior parte de seu território controlada pelo Comando Vermelho (CV), vem sendo alvo de ataques feitos por traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) ligados a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. O criminoso, um dos chefes da facção, domina favelas vizinhas — Parada de Lucas, Cidade Alta, Vigário Geral, Pica-Pau e Cinco Bocas —, região apelidada por ele de Complexo de Israel.


Vento adia ‘Aulão’

Antes do ataque à Favela dos Dourados, na madrugada do dia 31, uma granada explodiu e atingiu um imóvel no Complexo da Penha durante um suposto treinamento para o uso de drones em guerras ou no monitoramento de rivais e da polícia. O conjunto de favelas tem o tráfico de drogas comandado por Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso. Segundo a polícia, ele é suspeito de integrar a cúpula do CV e de ordenar ataques a territórios controlados por outras facções.


A polícia investiga a informação de que um “aulão” para ensinar como usar esses equipamentos chegou a ser marcado no Complexo da Penha. O evento foi anunciado em uma postagem feita nas redes sociais por uma pessoa ligada a um traficante da região. Imagens recebidas pela Polícia Civil mostram homens armados com fuzis caminhando em direção ao suposto local de treinamento. À frente deles, uma mulher, que carregava uma criança, abria caminho para a passagem dos suspeitos. Em outra imagem, oito fuzis podem ser vistos encostados em uma parede. A aula para operar os drones, marcada para 17 de julho, no entanto, acabou não ocorrendo. O cancelamento teria ocorrido devido às condições meteorológicas desfavoráveis: ventos fortes.


Um policial que investiga o tráfico no Complexo da Penha revelou que os bandidos, além de utilizarem drones para lançar granadas, também têm veículos não tripulados capazes de localizar outras aeronaves do mesmo tipo.


— Eles usam os drones para fazer monitoramento. O equipamento funciona como se fosse um radar. Ele é capaz de informar se há outro drone na área e de onde a aeronave está sendo operada — explicou o investigador.


Os feridos na explosão ocorrida na Favela dos Dourados não são as únicas vítimas do perigo que vem do céu. No dia 29 de maio, um adolescente de 15 anos sofreu uma fratura exposta em uma das pernas. Ele estava no Morro da Caixa D’Água, na Penha, quando um drone teria lançado uma granada no local. Quase dois meses antes, no dia 30 de março, outro explosivo atingiu um imóvel na Vila do Sapê, em Curicica, na Zona Sudoeste. O caso aconteceu durante um ataque de traficantes do CV a uma área com territórios dominados pela milícia.


Os outros casos ocorreram em junho e julho. Os que mais chamaram a atenção foram o de um prédio atingido por um artefato no Parque Dois Irmãos, em Curicica, e o de uma granada encontrada sobre uma creche na Favela do Dique, no Jardim América, na Zona Norte. Neste último episódio, o explosivo foi encontrado intacto e precisou ser detonado por policiais do Esquadrão Antibombas.


Um morador de uma comunidade de Curicica, que não teve o nome divulgado por questão de segurança, contou estar traumatizado com as explosões de bombas lançadas por drones:


— Parece que estamos num campo de guerra. Vivemos traumatizados com bombas que são lançadas por drones sobre as nossas casas.


Equipamentos chineses

No fim de março, a Polícia Civil anunciou a compra de drones chineses de seis modelos diferentes — entre eles, os que têm sensores térmicos para localizar suspeitos escondidos em áreas de mata e aqueles capazes de captar imagens noturnas. Na mesma ocasião, a corporação informou ter criado a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant). O novo setor, subordinado à Subsecretaria de Integração Operacional, dará apoio a operações policiais e ajudará em ações de inteligência, como, por exemplo, o mapeamento de determinadas áreas.


Leia mais: Justiça nega recurso para retomar obras de tirolesa no Pão de Açúcar

Os drones estão incluídos em um pacote de aquisição de equipamentos de inovação tecnológica para a Polícia Civil. Nos dois últimos anos, os gastos — que incluem ainda a compra de softwares para extração de dados telemáticos — chegaram à casa de R$ 2,1 milhões.


Em nota, a Polícia Militar informou que “não possui, até o momento, um levantamento estatístico específico sobre ocorrências envolvendo o lançamento de granadas por drones”. Acrescentou que o uso desses equipamentos por organizações criminosas “representa uma evolução das táticas utilizadas por esses grupos”.


Procurada, a Polícia Civil afirmou que monitora “o uso de tecnologias empregadas por essas facções para dificultar a ação das forças de segurança”. Segundo a polícia, as delegacias “realizam diligências contínuas para mapear o uso de drones por criminosos”.


De fuzil antidrones a treinamento de traficantes na Ucrânia

Apesar de as ocorrências com drones estarem mais frequentes nos últimos meses, os órgãos de segurança pública do estado investigam o uso desses equipamentos pelas organizações criminosas desde 2017, quando se descobriu a aquisição deles por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, do TCP. Chefe do tráfico nas comunidades Cinco Bocas, Cidade Alta, Pica-Pau, Parada de Lucas e Vigário Geral — o Complexo de Israel —, Peixão usaria os drones para monitoramento de rivais, principalmente do CV na Penha, e de agentes públicos.


De lá para cá, o uso desse tipo de aeronave se espalhou. Em 2024, policiais federais prenderam, em flagrante, um homem em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao receber, pelos Correios, um fuzil antidrones. A informação foi passada aos agentes por funcionários da Receita Federal, que suspeitavam do pacote vindo da Ásia. Naquele mesmo ano, a Polícia Civil investigou um homem que pilotava um drone responsável por lançar uma bomba caseira em uma comunidade de Cordovil, na Zona Norte.


No ano seguinte, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE) iniciou uma investigação contra um brasileiro ligado ao CV que se voluntariou para atuar na guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele teria ido ao Leste Europeu custeado pela facção para aprimorar táticas de guerrilha e ensiná-las posteriormente aos comparsas no Rio. O mesmo aconteceu em relação a outro integrante do grupo: ao voltar da Ucrania, ele foi flagrado por uma aeronave da PM ministrando treinamento com um drone de cerca de três metros no Complexo do Alemão. A data do monitoramento não foi divulgada pela corporação.


Drones de grande porte

E não para por aí. Investigações da PF que levaram o ex-deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, à prisão por envolvimento com o CV, em 2025, revelaram que ele e um assessor intermediaram a compra ilegal de antidrones para a facção. As conversas mostram que parte do valor de R$ 750 mil foi quitada com o pagamento de R$ 55 mil em notas de R$ 2. Na época, TH Jóias ainda não ocupava uma cadeira na Alerj, mas já tinha sido eleito suplente de deputado.


Já este ano, investigações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio identificaram que traficantes do Alemão, dominado pelo CV, adquiriram drones de grande porte usados originalmente em atividades agrícolas e transporte de carga. Os equipamentos têm capacidade para carregar até 80 quilos —peso equivalente a cerca de 20 fuzis —, autonomia de até 12 quilômetros e custo superior a R$ 200 mil por unidade.















Eleições 2026

Durante Plenária da Saúde, Orleans Brandão defende valorização dos profissionais e apresenta compromissos para o setor

O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), reuniu profissionais da saúde, gestores, representantes de entidades e lideranças do setor, na noite desta terça-feira (4), durante a Plenária da Saúde, realizada em São Luís.


as pessoas”, destacou.


Ao final, Orleans Brandão reafirmou que pretende ampliar a regionalização da saúde e reduzir as distâncias enfrentadas pelos maranhenses em busca de atendimento especializado.


“O principal desafio da saúde no Maranhão continua sendo a regionalização. Ainda precisamos levar mais hospitais para as regionais, ampliar as policlínicas, os centros de hemodiálise e seguir expandindo a rede. Tenho certeza de que vamos continuar avançando e levando uma saúde cada vez mais próxima das pessoas”, concluiu.


Também participaram da Plenária da Saúde o representante da classe médica, Dr. Edilson Medeiros; a coordenadora estadual do programa Farmácia Viva, Kallyne Bezerra; o representante do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão, Deusdede Fernandes da Silva; além de gestores, diretores de unidades de saúde, servidores e lideranças de diferentes regiões do estado.


Suspeito da morte do filho de 3 anos 

Polícia Civil prende pai e madrasta suspeitos da morte do menino Gustavo

O pai e a madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira, 6, em Palmas, suspeitos de envolvimento na morte da criança. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos um dia após o pedido ser encaminhado pela Polícia Civil à Justiça.

O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram localizados na residência de um amigo, onde estavam escondidos. Ao perceberem a aproximação dos policiais, acionaram a defesa, que comunicou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que ambos se apresentaram para o cumprimento dos mandados. Após passarem por procedimentos no Instituto Médico Legal (IML), Igor foi encaminhado ao sistema prisional e Kathellen à unidade prisional feminina.

Em nota, a defesa de Igor Gustavo informou que ele colaborou com as autoridades desde o início das investigações e que sua apresentação foi previamente combinada após a expedição do mandado de prisão. Os advogados alegam que não houve captura após buscas, mas sim o cumprimento voluntário da ordem judicial. A defesa acrescentou que não comentará detalhes do caso em razão do sigilo da investigação.

O caso começou a ser investigado na segunda-feira, 3, quando Igor Gustavo procurou a polícia para comunicar a morte do filho. Inicialmente, ele afirmou que uma criança havia se afogado na piscina da residência.


 


Entretanto, o laudo do Instituto Médico Legal fez acusações de afogamento e concluiu que Gustavo morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual. O documento pericial aponta que uma criança sofreu hemorragia interna, apresentou diversas lesões pelo corpo, marcas de agressões na face e laceração intestinal. Exames complementares para pesquisa de sexo, álcool e drogas ainda foram solicitados e serão incorporados ao inquérito.

O diretor do IML, Eduardo Godinho, afirmou que o estado em que a criança chegou ao instituto era incomum. Segundo ele, os primeiros exames identificaram diversos sinais de violência e não sofreram qualquer tentativa de afogamento, diminuindo que outro tipo de trauma provocou a morte.


 


A defesa de Igor Gustavo sustenta que o menino teria se afogado no domingo, 2, e foi atendido ainda na residência. Segundo a versão apresentada, na manhã seguinte o pai encontrou uma criança sem sinais inadequados. A defesa afirma ainda que, abalado, Igor deixou o imóvel, mas posteriormente compareceu espontaneamente à delegacia, comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos e entregou as chaves da casa para os trabalhos de perícia.


As investigações também apuram o contexto familiar da criança. Igor Gustavo e Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo, não viviam juntos e mantinham disputas judiciais. Um vídeo gravado no fim da semana da morte mostra o menino contando à mãe que não queria ir para a casa do pai. Ao ser questionado sobre o motivo, respondeu: “Porque ele me bate”.


Os advogados que representam Sabrina informaram que ela não impedia a convivência entre pai e filho para evitar eventual caracterização de alienação parental. Segundo a advogada Stella Bueno, a mãe relatava que o menino frequentemente retornava das visitas com machucados, mas tinha recebimento de adotar medidas mais rigorosas por causa de supostas ameaças.

O pedido de prisão preventiva do pai e da madrasta foi protocolado na tarde de quarta-feira, 5, pelo delegado Eduardo Menezes, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.


O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


( Jornal Opção

 Tocantins c/ informações da TV Anhanguera )