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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

 Política

Listas de boicote a empresas por ideologia política que apoiaram Lula ou Flávio Bolsonaro circulam pelo MA; empresários se manifestam

Uma lista que classifica estabelecimentos comerciais de São Luís como sendo de esquerda ou de direita passou a circular nas redes sociais e em grupos de WhatsApp após o segundo turno das eleições presidenciais. A lista conta com pelo menos 30 estabelecimentos comerciais classificados como de esquerda e 19 de direita.


A publicação incentiva consumidores a boicotar empresas associadas a uma ideologia política, mas não apresenta comprovação do posicionamento atribuído aos estabelecimentos.


Após a repercussão, alguns empresários se manifestaram nas redes sociais e publicaram notas para esclarecer que não possuem posicionamento político-partidário. Os responsáveis pelos negócios também criticaram a iniciativa e os possíveis prejuízos aos trabalhadores e às famílias que dependem da atividade comercial.


Em vídeo publicado nas redes sociais, a empresária Carol Paixão criticou a inclusão da empresa de sua família na lista, classificada como de esquerda, e o incentivo para que pessoas identificadas com a direita deixem de frequentar o estabelecimento.


“Quando tentam boicotar uma empresa, não estão atingindo apenas o empresário. Estão atingindo e prejudicando funcionários, trabalhadores, famílias que dependem daquele salário para colocar comida na mesa”, afirmou.

Carol também informou que a advogada da empresa reuniu dados sobre a lista para encaminhá-los ao Ministério Público.


Em Buriticupu, a empresária Thalyta Mendonça, responsável por dois empreendimentos, também se manifestou após seus negócios serem citados em uma lista semelhante que circula no município.


“A que ponto nós chegamos?! É triste! Onde fica a democracia? Quer dizer, se eu escolho um lado A ou B para votar, eu não mereço que as pessoas comprem na minha mão? Vamos trabalhar e deixar as outras pessoas trabalharem”, declarou.


A empresária questionou a associação entre escolhas políticas e o consumo em estabelecimentos comerciais e defendeu que os empreendedores possam continuar trabalhando independentemente de suas preferências eleitorais.


Polícia Civil orienta empresários a registrar ocorrência

Em nota, a Polícia Civil do Maranhão informou que empresas mencionadas em listas de boicote podem procurar uma unidade policial para registrar ocorrência e apresentar os fatos, caso entendam que foram vítimas de alguma conduta criminosa.


A instituição esclareceu, porém, que a divulgação de uma lista de empresas com a finalidade de promover um boicote não configura necessariamente crime. Segundo a Polícia Civil, a avaliação depende do conteúdo divulgado e das circunstâncias de cada caso.


A análise deve considerar, especialmente, a eventual existência de ameaças, constrangimentos, perseguição, danos ou outras condutas que possam ter relevância criminal.



 Política

Sargento da Polícia Militar e assessor de deputada do PSOL partido de extrema esquerda da base de apoio de Lula estão entre os presos em operação contra exploração sexual de jovens no RJ.

A investigação apura uma rede que produzia vídeos de violência contra adolescentes para ameaçar e chantagear as vítimas.

Um sargento da Polícia Militar e um assessor parlamentar da deputada federal Talíria Petrone (PSOL) estão entre os presos nesta quarta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil contra uma quadrilha suspeita de produzir vídeos de pornografia com adolescentes em um esquema de escravidão sexual.


O terceiro-sargento Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos, foi levado para a 74ª DP (Alcântara), responsável pela investigação. Já o assessor Carlos Alberto Lucio Bittencourt Filho, de 45 anos, também foi preso durante a operação.

A ação, batizada de NXIVM, teve como objetivo cumprir 10 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio.


Ao todo, oito mandados de prisão foram cumpridos. Um dos alvos já estava preso e teve o mandado cumprido na cadeia.

A investigação começou em julho, depois da prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador de Niterói Professor Túlio (PSOL). Ele é acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos em Icaraí. Matheus também foi alvo de um mandado de prisão nesta quarta-feira, cumprido na cadeia.


“Essa investigação começou no finalzinho de julho do corrente ano quando os pais dessa adolescente a trouxeram na delegacia. Eles estavam estranhando a mudança de comportamento dela, mudança de horários”, disse o delegado Antônio Silvino.


“O irmão dela conseguiu abrir, tirar a senha do celular dela e viu dentro do celular dela vários vídeos pornográficos”, acrescentou.

A análise do material apreendido na casa de Matheus foi fundamental para identificar outros envolvidos e mapear a atuação do grupo.

Estupros coletivos e torturas

Segundo as investigações, os alvos registravam cenas de estupros coletivos e torturas. Depois, usavam as imagens para ameaçar e chantagear a adolescente, que acabava voltando por vergonha e medo.


A Polícia Civil define o esquema como uma “escravidão sexual” das menores, nas quais os criminosos se autodenominavam “senhores”, enquanto as vítimas eram tratadas como “escravas”.


“Filmaram essas relações sexuais com ela e, a partir daí, começaram a ameaçá-la, chantageá-la. ‘Se você não voltar, nós vamos mostrar pro teu pai, pra tua mãe, colocar na rede social’. E cada vez que ela voltava, o grau aumentava, cada vez mais violência”, disse o delegado.

Outro preso é Miguel Ribeiro Magni, de 20 anos, suspeito de filmar as agressões. Também foram detidos João Lucas Figueiredo Perrenoud, João Pedro Alecrim Soares, Natã Marques Pereira e Carlos Otávio de Oliveira Soares da Silva.

Os investigados podem responder por estupro de vulnerável, corrupção de menores, exploração sexual de adolescente, associação criminosa e tortura.


A polícia trabalha agora para identificar outras possíveis vítimas e pessoas que aparecem nos vídeos encontrados no material apreendido. Os investigadores também não descartam a participação de outros policiais militares no esquema.


“Certamente agora, com a quebra dos dados telemáticos, de tudo que nos apreendemos hoje, computadores, laptop, celular, tablet, vai originar com certeza a segunda, terceira, quarta, não sei quantas fases da nossa operação. Mas com certeza tem muito mais gente envolvida, isso é uma rede muito grande”, explicou o delegado.

O que dizem os citados

A Polícia Militar disse que acompanha os desdobramentos da investigação para avaliar as medidas cabíveis contra o sargento Maurício Douglas Souza das Chagas Moura. A corporação reforçou que não tolera desvios de conduta ou o cometimento de crimes por seus integrantes e que adota medidas administrativas e disciplinares sempre que as irregularidades são constatadas.


A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que determinou a exoneração do assessor citado na investigação. Ela disse que foi surpreendida pela operação, manifestou solidariedade à vítima e à família e defendeu que as investigações sejam conduzidas com rigor, transparência e independência.


Já o vereador Professor Túlio, também do PSOL, disse que exonerou o assessor Matheus Gonçalves ainda em julho, assim que soube da prisão. O parlamentar disse que solidariza com as vítimas e defende que o caso seja investigado e os culpados, responsabilizados.


A reportagem também pediu posicionamentos ao PSOL e à Câmara de Vereadores de Niterói, mas não teve resposta.


Com informações do g1





















quarta-feira, 28 de outubro de 2026

 Política

Vereador do PT Senival Moura é preso novamente em São Paulo, suspeito de envolvimento com braço do PCC nos ônibus de São Paulo 

Parlamentar licenciado do PT estava solto desde 5 de agosto, após decisão do TJ-SP. Ele é investigado por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Outras seis pessoas tiveram a prisão decretada no âmbito do inquérito da Operação Última Parada.

A Polícia Civil de São Paulo voltou a prender na manhã desta quarta-feira (28) o vereador do PT Senival Moura, investigado por suspeita de participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.


O parlamentar é acusado de lavar dinheiro do PCC em empresas de ônibus da cidade.


Senival estava solto desde 5 de agosto, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) mandou liberar o petista, por decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11.ª Câmara Criminal do TJ-SP.


Na decisão de agosto, a magistrada havia afrimado que o prazo da prisão temporária não deveria ser de 30 dias, mas de 5 dias. Com esse entendimento, ela determinou a soltura do investigado.


O Ministério Público recorreu da soltura e Senival Moura voltou a ser detido na manhã desta sexta (28).

Além do vereador, outras seis pessoas tiveram a prisão decretada novamente pelo TJ-SP. Os mandados estão sendo cumpridos pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo.


Todos os nomes são ligados à empresa Transunião, suspeita de ser administrada por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O que diz a defesa do vereador do PT

O advogado de defesa de Moura, Márcio Sayeg, disse que a nova prisão é ‘absurda’, por não ter fatos novos que justifiquem o regime fechado.


"A defesa foi pega de surpresa por não ter nenhum fato novo. O Ministério Público pediu numa cautelar a prisão dele novamente, e agora a gente vai tomar pé do caso. Estou me dirigido ao foro para ter mais esclarecimentos e é isso aí", afirmou


"O que mais chama a atenção é que é um fato que ocorreu em 2020, não é contemporâneo, não tem fatos novos. É um absurdo isso. (...) Em relação às acusações, eu vou falar em um momento oportuno", declarou Sayeg.


Operação Última Parada

Senival Pereira de Moura era filiado ao PT e pediu afastamento da legenda após ser preso. Ele foi preso a 1ª vez na Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público em 25 de junho deste ano.

Ele é apontado como uma das figuras centrais de um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC.


O inquérito da Operação Última Parada foi concluído antes da eleição e 21 pessoas foram denunciadas à Justiça paulista.


Na ocasião, o MP pediu a prisão dos sete principais envolvidos, mas como havia o período eleitoral que veda prisões que não sejam em flagrante, as prisões só foram efetuadas nesta quarta (28).


Os sete mandados de prisão estão sendo cumpridos contra os seguintes suspeitos da Transunião:


Senival Pereira de Moura (já preso);

Lourival de França Monário (já preso);

Jair Ramos de Freitas (já preso);

Osiel Bernardino Pinto (já preso);

Fábio Fernandes de Souza (já preso);

Devanil Sousa Nascimento (procurado);

Leonel Moreira Martins (procurado).