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segunda-feira, 20 de abril de 2026

EUA cortam os financiamentos da Igreja para menores desacompanhados

Uma decisão do governo dos Estados Unidos interrompe, repentinamente, a colaboração com as “Obras de Caridade Católica”, após mais de 60 anos. Este organismo da arquidiocese trabalhava, desde 1960, em estreita colaboração com o Setor de Reassentamento de Refugiados, proporcionando moradia e outros serviços para milhares de menores desacompanhados de todas as nacionalidades.


Os serviços para menores desacompanhados das “Obras de Caridade Católica” da arquidiocese de Miami foram privados de financiamento e, por isso, serão obrigados a fechar entre três meses. A decisão do governo dos EUA encerra, repentinamente, após mais de 60 anos, a colaboração com o organismo católico, que, desde 1960, trabalha em estreita colaboração com o Setor de Reassentamento de Refugiados, proporcionando moradia e outros serviços a milhares de menores desacompanhados (MDA) de todas as nacionalidades. Uma das principais sedes, atualmente, é a de Palmetto Bay, denominada Aldeia Infantil Dom Bryan O. Walsh, que podia abrigar até 81 menores. Seu objetivo era acompanhar a adoção de crianças, reuni-las com suas famílias, oferecer serviços básicos e oferecer ajuda psicológica, para quem havia sofrido traumas, antes de chegar aos Estados Unidos.


Desde as origens, com Pedro Pan, até hoje A colaboração teve início com a Operação Pedro Pan, que, sob a direção do então jovem sacerdote irlandês, Padre Bryan O. Walsh, contribuía para hospedar cerca de 14.000 crianças cubanas, abandonadas por seus pais desesperados, com o intuito de protegê-las do regime comunista. Em 9 de janeiro de 1961, o Departamento de Estado dos EUA conferiu ao Padre Walsh a autoridade de deliberar cartas para crianças cubanas, entre seis e dezesseis anos, para dispensar a obrigação de visto de entrada nos Estados Unidos. Com esta iniciativa, nasceu uma rede de colaboração de 110 agências das “Obras de Caridade Católica”, em 35 Estados, denominada chamada “Programa para Crianças Cubanas”, apelidada “Operação Pedro Pan”. Das 14.000 crianças, que chegaram aos Estados Unidos, entre 1960 e 1962, cerca de 7.000 residiram, temporariamente, em um dos numerosos centros dirigidos pelas “Obras de Caridade Católica”. O impacto de tal cooperação é visível, hoje, na vida das ex-crianças de Pedro Pan, muitas das quais se tornaram membros ativos de suas comunidades: empresários, políticos, acadêmicos, médicos, advogados, sacerdotes e bispos.


Críticas do arcebispo Wenski

O arcebispo de Miami, Dom Thomas Gerard Wenski, explica: "Por mais de 60 anos, os serviços prestados pela arquidiocese de Miami aos menores desacompanhados foram reconhecidos por sua excelência e servem de exemplo para outras agências em todo o país. A nossa experiência em auxiliar esta faixa vulnerável da população é incomparável". E acrescenta: “É verdade que o número de menores desacompanhados, que entram no país, diminuiu. É compreensível também que alguns programas possam ser redimensionados ou até eliminados. Mas, devido à história e reputação da Aldeia Infantil Dom Bryan O. Walsh, é preocupante que o governo dos Estados Unidos encerre um programa, que seria difícil de se replicar, com o mesmo nível de especialização e excelência, alcançado pelas “Obras de Caridade Católica”, caso futuras ondas de menores desacompanhados chegarem às nossas costas”. O Setor de Reassentamento de Refugiados (ORR), uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos EUA, inclui em sua missão a defesa da saúde, do bem-estar e estabilidade de menores estrangeiros desacompanhados, que se compromete em agir por seu maior interesse. E o bispo conclui: “Somente isso já deveria justificar uma revisão da decisão de encerrar este programa histórico e emblemático”.




sábado, 18 de abril de 2026

Distrito Industrial pode reduzir o tamanho? 

Setor produtivo e empresarial reage à proposta da Reserva Resex Tauá-Mirim e pede intervenção contra criação da unidade

Entidades empresariais alertam para impactos na indústria maranhense, logística e segurança jurídica na região sudoeste da Ilha de São Luís.

Entidades empresariais que representam diversos segmentos produtivos do Maranhão formalizaram oposição à proposta de criação da Reserva Extrativista (Resex) Tauá-Mirim, apresentada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O posicionamento foi encaminhado por meio de ofício a órgãos estaduais, federais e municipais, com pedido de intercessão junto ao governo federal para evitar a implementação da medida.


Segundo o documento, a área prevista para a Resex está localizada na região sudoeste da Ilha de São Luís, onde já existem restrições ambientais relevantes, com a presença de sete unidades de conservação estaduais. Para o setor produtivo, a criação de uma nova unidade federal com regras mais rígidas seria desnecessária e incompatível com o perfil econômico da região.


As entidades destacam ainda que o polígono da proposta se sobrepõe ao Distrito Industrial de São Luís (Disal), instituído em 1980 como parte de uma estratégia de desenvolvimento industrial. O espaço concentra um dos principais corredores logísticos e portuários do Maranhão, reunindo portos, terminais, indústrias de base, centros de distribuição e estruturas energéticas.


De acordo com o setor empresarial, a área afetada está classificada como zona de uso industrial pelo Plano Diretor de São Luís, o que tornaria a criação da Resex incompatível com o planejamento urbano vigente. A preocupação é que a medida possa paralisar investimentos, comprometer projetos estratégicos e afetar diretamente a base industrial instalada no estado.


Outro ponto levantado pelas entidades diz respeito ao impacto na vocação logística do Maranhão, especialmente no contexto do Arco Norte. O relatório técnico aponta que novas restrições à expansão portuária e à infraestrutura logística podem reduzir a competitividade do estado em setores como exportação de grãos, minérios, combustíveis e fertilizantes.


O documento também questiona a adequação da categoria de reserva extrativista à realidade socioeconômica local, argumentando que as comunidades da região passam por um processo de transição econômica, com maior inserção no mercado formal e menor dependência do extrativismo tradicional.


Além disso, o setor produtivo alerta para possíveis riscos de insegurança jurídica, considerando que a criação da unidade de conservação poderia sobrepor um novo regime legal a áreas com uso econômico consolidado há décadas. Segundo o texto, isso pode gerar instabilidade fundiária, conflitos regulatórios e judicialização.


As entidades ressaltam que a posição contrária não é dirigida à preservação ambiental, mas ao que classificam como inadequação do instrumento jurídico proposto. O objetivo, segundo o grupo, é evitar prejuízos à estrutura produtiva considerada estratégica para o desenvolvimento do Maranhão.


O ofício foi encaminhado ao governador Carlos Brandão e a outras instituições. Assinam o documento entidades como Fiema, Ciema, Fecomércio, Faem, Faema, AJE, FCDL e ACM.




Transtornos

Chuva forte causa alagamentos, deixa carros ilhados e provoca transtornos no trânsito em São Luís

Problemas foram registrados nos bairros Cidade Operária, São Raimundo e Vila Passos, além da Avenida Guajajaras.

As chuvas registradas na tarde deste sábado (18), provocaram alagamentos em ruas e avenidas de São Luís, com interdições parciais e transtornos no trânsito. Em alguns pontos da cidade, motoristas precisaram interromper o trajeto por causa do volume de água acumulado nas via


No bairro Vila Passos, em frente ao Estádio Municipal Nhozinho Santos, a água subiu rapidamente e tomou conta da rua. Vídeos gravados por moradores mostram carros parcialmente submersos e alguns veículos chegando a boiar por causa da força do alagamento.


No bairro São Bernardo, uma avenida ficou completamente alagada. As imagens mostram toda a via coberta pela água, um carro boiando e motoristas parados, com medo de atravessar o trecho por causa do risco de ficar ilhado ou ter o veículo arrastado.


Veja os vídeos abaixo: