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sábado, 25 de julho de 2026

Eleições 2026

MDB realiza convenção neste sábado para oficializar Orleans Brandão e Edivaldo Holanda Junior.

Evento em São Luís formaliza a chapa majoritária para o Governo do Estado; partido aguarda presença de lideranças, caravanas do interior e partidos da aliança governamental

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) realiza, neste sábado (25), a sua convenção partidária estadual para oficializar a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão e a indicação do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (Republicanos) , ao cargo de vice-governador nas eleições de outubro.

O ato político está agendado para as 15h, no Parque João Paulo II (Papódromo), em São Luís, e vai reunir a cúpula do partido, o governador Carlos Brandão (MDB) , parlamentares, prefeitos, lideranças regionais e caravanas de militantes provenientes de diversos municípios do interior do estado.

A convenção marca a formalização jurídica da chapa do MDB e a declaração do arco de alianças que dará sustentação ao projeto governamental no pleito estadual, respeitando o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para a homologação das candidaturas majoritárias e proporcionais.


Análise do efeito Edivaldo Holanda Júnior 


Ao trazer Edivaldo Holanda Junior. para a composição, o MDB busca resolver parte de sua vulnerabilidade técnica: a penetração e o recall na Região Metropolitana de São Luís.


Edivaldo, que comandou a capital por oito anos e detém certo apelo junto ao eleitorado evangélico, funcionaria como o fiador urbano que a candidatura de Orleans precisa na Ilha.


Por outro lado, o uso do espaço emblemático do Papódromo para a realização do ato tem o propósito de demonstrar muscularidade política e capacidade de mobilização de massa perante a oposição e os próprios aliados do bloco.


Num cenário em que o PT de Felipe Camarão e o PSD de Eduardo Braide se movimentam para delimitar seus espaços de influência, o MDB utiliza a convenção deste sábado para transmitir a imagem de um grupo coeso, capilarizado no interior via prefeituras e respaldado pela máquina administrativa do Estado.


A partir de domingo, o MDB deixa o campo das articulações de gabinete e entra oficialmente na disputa de rua. Com o esforço de demonstrar que o peso da aliança é capaz de garantir a continuidade do projeto político que comandou o Palácio dos Leões.



A saúde só piorou no período de 2024 a 2026 na gestão de Braide na prefeitura de São Luís 

DPE/MA ajuíza Ação Civil Pública para regularizar UTIs pediátricas do Hospital da Criança em São Luís

Saúde

DPE/MA ajuíza Ação Civil Pública para regularizar UTIs pediátricas do Hospital da Criança em São Luís

Defensoria Pública do Estado DPE/MA ajuíza Ação Civil Pública para regularizar UTIs pediátricas do Hospital da Criança em São Luís 

A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA), por meio do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente, ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) em face do município de São Luís e do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED). A medida judicial visa estancar e corrigir a grave crise na prestação dos serviços das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátricas do Hospital Municipal da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A atuação é liderada pelo defensor público Davi Veras e possui caráter preventivo, coletivo e estruturante. O objetivo central é impor a regularização emergencial dos leitos e impedir óbitos ou danos evitáveis decorrentes de falhas assistenciais, sem foco em responsabilizações individuais do corpo clínico.


O acompanhamento institucional da Defensoria Pública teve início ainda em julho de 2025, durante a fase licitatória do serviço. A equipe técnica da Defensoria Pública identificou graves inconsistências no Termo de Referência e no edital, como o subdimensionamento de equipes e a possibilidade de contratação de médicos sem especialização em terapia intensiva pediátrica.


Apesar de alertas formais e recomendações de anulação ou suspensão da licitação enviados ao Município, ao Ministério Público e a órgãos técnicos, o processo seguiu até a assinatura e execução do contrato com a empresa IBMED. Com o início do período de alta sazonalidade de doenças respiratórias na Ilha de São Luís, os problemas previstos se concretizaram e geraram uma série de denúncias de fragilidade na assistência e vários óbitos, o que motivou pedido de explicação ainda em março de 2026.


O agravamento da situação no mês de julho levou à realização no dia 15/07/2026 a realização de inspeção pela Defensoria Pública, constatou-se 100% de ocupação nas três UTIs, com crianças aguardando vagas no setor de estabilização, mas também a completa falta de equipes na UTI, com apenas três médicos plantonistas, quando o certo era que tivesse, pelo menos o dobro, também foi identificada falta de especialização de profissionais médicos pediatras atuando na UTI, reclamação de falta de medicamentos, reclamação de usuários e suas famílias por falta de atendimento no leito, cumulação indevida de atribuição de profissionais médicos nas UTI’s, e graves erros no fluxos de pacientes graves, sem contar o elevadíssimo tempo médio de internação, com picos de média de 21 dias em maio, com impacto em todo o Hospital.


Ainda a perda de parcerias institucionais com a suspensão da residência médica no local pelo Hospital Universitário (HUUFMA) após a troca das equipes, fato confirmado pela direção do próprio hospital. Por todas essas questões, a gravidade da situação encontrada e a incapacidade da empresa IBMED e da Prefeitura de São Luís de apresentar respostas satisfatórias e emergenciais para a crise, motivaram o ingresso da Ação Civil Pública, que busca restabelecer a adequação dos serviços e a segurança dos pacientes na UTI.


Além disso, na ação, DPE/MA contesta, também, a justificativa do IBMED e do município de que haveria falta de profissionais no mercado. A análise demonstra que pediatras e intensivistas maranhenses se recusaram a aderir ao contrato justamente pelas condições precárias, pela sobrecarga de leitos por médico e pelo descumprimento dos parâmetros fixados pela Anvisa e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).


A ação ressalta que a terceirização do serviço de saúde não exime a prefeitura de São Luís da sua responsabilidade constitucional. Cabe ao ente municipal o dever de planejar, gerir e fiscalizar rigorosamente a prestação do serviço público. A solução para a crise atual exige ações estruturais do poder público que vão além do atendimento a ações financeiras e pedidos de reequilíbrio econômico feitos pela empresa contratada. Diante do risco persistente à integridade física das crianças internadas, a Defensoria formulou pedidos de urgência e definitivos junto à Vara de Direitos Difusos e Coletivos de São Luís.


Entre os pedidos, audiência de Emergência em até 24 horas com convocação do município, do IBMED e de órgãos fiscalizadores e técnicos (SES/MA, CRM/MA, COREN/MA, CREFITO-16, Sociedade Maranhense de Puericultura e Pediatria e Sociedade Maranhense de Médicos Intensivistas para construir pactuações imediatas, além de um plano emergencial em até 72 horas com apresentação conjunta por parte do município e do IBMED de uma solução concreta para sanar os gargalos operacionais, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 em caso de descumprimento, e, ainda, o acompanhamento ostensivo com autorização para realizações de inspeções judiciais na unidade e reuniões periódicas de monitoramento.


Segundo o defensor público Davi Veras, após o ingresso da ação, novas informações chegaram. “Recebemos o relatório dos auditores do Ministério da Saúde, sobre a inspeção do SUS realizada em 14/07/26, o qual foram disponibilizados, a pedido da Defensoria, e mostraram dados ainda mais alarmantes. Ratificando muitos dos achados em nossa visita, a inspeção do SUS identificou a insuficiência no quantitativos da equipe como uma constante, bem como o dado de que 77% dos plantonistas da UTI's, que atuaram nos meses de fevereiro a abril não tinham a especialização e que alguns chegavam a fazer jornadas extenuantes de 96, 120 e até 192 horas ininterruptas”, destacou o defensor público.


As conclusões do relatório do Ministério da Saúde, por meio do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, indicam a necessidade de auditoria e só reforçam todos os achados da Defensoria Pública e confirmam a gravidade do caso e a necessidade de intervenção e acompanhamento judicial do caso.





 Novo ferryboat com capacidade para 1.028 passageiros chegará ao Maranhão até setembro

Embarcação São Miguel reforçará a travessia entre São Luís e Alcântara, e segundo ferry está em fase final de construção.


Também foram entregues um novo pátio de espera, estacionamento e cancelas de acesso. A Policlínica do Cujupe está em processo de revitalização, com conclusão prevista para agosto.


O serviço interno de transporte para pessoas com deficiência também deverá ser ampliado. A medida pretende facilitar o deslocamento desse público entre as áreas de espera e embarque.


Plataforma vai integrar gestão dos terminais

O transporte aquaviário também passará por mudanças na gestão. O Sistema Navega Maranhão está em fase de testes e deverá reunir dados operacionais dos terminais e das empresas que realizam as travessias.


O governo estadual ainda não informou quando a plataforma será disponibilizada integralmente aos usuários e às operadoras.