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terça-feira, 14 de julho de 2026

Terceiro suspeito de envolvimento no assassinato de gestante e filho morre em confronto

Forças de segurança seguem em campo com o intuito de prender todos os envolvidos.

O terceiro suspeito de participação no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, no município de São João Batista, morreu durante uma operação policial realizada nesta terça-feira (14). O homem foi identificado como João Henrique Lindoso Silva, conhecido pelo apelido de “João do Arrebenta”.


A morte foi confirmada pelo governador Carlos Brandão, que informou que as forças de segurança permanecem mobilizadas para localizar os demais envolvidos na ação criminosa.

Com a nova ocorrência, sobe para três o número de suspeitos mortos durante as operações desencadeadas após o crime. Além disso, um outro investigado, identificado preliminarmente apenas como “Gilmarzinho”, fugiu após o crime e foi buscar refúgio na casa de parentes, no munícipio de Viana. No entanto, os familiares resolverem apresentá-lo na delegacia e agora ele se encontra à disposição da Justiça.


Na segunda-feira (13), David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, morreu após, segundo a polícia, reagir à tentativa de abordagem.


Antes dele, Joelson Braga Araújo também havia sido localizado no povoado Arrebenta, na zona rural de São João Batista, e morreu durante troca de tiros com equipes policiais.



As forças de segurança continuam realizando diligências para identificar e prender os demais integrantes do grupo apontado como responsável pelo ataque.


O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (10), no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista.

As vítimas foram Samira Costa Correia, que estava grávida, e seu filho, Yan Kaleb Costa Santos, de apenas 4 anos. Os dois foram encontrados carbonizados dentro da residência após o imóvel ser incendiado.


Segundo as investigações, cerca de 15 homens armados invadiram a casa, efetuaram diversos disparos e, em seguida, atearam fogo no imóvel.

No local, a Polícia Militar recolheu aproximadamente 100 cápsulas de munições deflagradas, de calibres 9 mm, .38, .40 e 12, evidenciando a violência da ação.


A principal linha de investigação aponta que o ataque foi motivado por uma disputa entre facções criminosas.


Conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), o alvo dos criminosos seria Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai da criança. A suspeita é de que ele tenha rompido com a organização criminosa da qual fazia parte ou passado a integrar um grupo rival, provocando uma represália.

De acordo com o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da SSP-MA, como Josef não foi encontrado no imóvel, os criminosos atacaram os familiares que estavam na residência.


A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais, que deverão esclarecer se mãe e filho morreram em decorrência dos disparos ou do incêndio provocado após a invasão da casa. Enquanto isso, as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no crime.







Mulher é agredida com socos no rosto pelo companheiro em São José de Ribamar

A vítima relatou que foi retirada da cama pelo companheiro e derrubada no chão. Em seguida, o homem teria iniciado uma sequência de agressões

Uma mulher ficou gravemente ferida após ser agredida pelo companheiro na madrugada deste domingo (12), no bairro Alto do Turu I, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo o relato da vítima à polícia, o homem a atacou com socos no rosto e no corpo, além de destruir móveis e outros objetos da residência onde ela morava com as filhas.

Segundo o relato da mulher, a violência começou durante um arraial onde o homem, com quem a vítima mantinha um relacionamento há vários anos, teria apresentado comportamento agressivo e rasgado as roupas da companheira. A vítima conseguiu fugir das agressões e voltou para casa.

Horas depois, conforme o depoimento, o suspeito foi até o imóvel e começou a esmurrar a porta até conseguir arrombar a entrada da residência. Em seguida, ele foi até o quarto, onde a mulher estava deitada.

A vítima relatou que foi retirada da cama pelo companheiro e derrubada no chão. Em seguida, o homem teria iniciado uma sequência de agressões com vários socos no rosto e no corpo. Ela ficou com o rosto bastante machucado e chegou a sangrar durante o ataque.

Depois das agressões, o suspeito teria passado a destruir os móveis e objetos da residência. Segundo a mulher, ele quebrou duas televisões, um balcão, um armário e outros itens de valor que estavam na casa.




AGIOTAGEM OU SEQUESTRO 

Novos áudios de cantor desaparecido revelam conversas sobre esquema de investimentos

Família afirma que gravações foram divulgadas sem autorização e diz que artista vinha sofrendo ameaças antes do desaparecimento.

Quase três semanas após o desaparecimento do cantor Edyson Bruno Reis Barbosa, conhecido como Astro, novos áudios atribuídos a ele foram divulgados nesta terça-feira (14). Nas gravações, o artista fala sobre investimentos em plataformas digitais, afirma obter lucros diários e convida outras pessoas para conhecerem o negócio.


A esposa do cantor confirmou a autenticidade das gravações, mas afirmou que os áudios foram divulgados sem autorização da família. Segundo ela, o caso continua sendo investigado e tramita em segredo de Justiça.


Nas mensagens de voz, Edyson Bruno conta que deixou a carreira musical há cerca de dois anos para se dedicar ao trabalho com plataformas digitais. Ele relata que passou a atuar com investimentos e afirma que conseguia retornos mensais entre 40% e 48%.


Em um dos trechos, o cantor afirma que “o dinheiro tem que girar, o dinheiro não pode ficar parado”. Em outra gravação, ele convida a pessoa para uma reunião a fim de apresentar as oportunidades de investimento.


Em entrevista ao programa Bandeira 2, no dia 1º de julho, a esposa de Astro negou que ele tivesse qualquer envolvimento com agiotagem. Segundo ela, o marido realizava investimentos por meio de parcerias com outras pessoas, que eram chamadas por ele de sócios.


Ainda de acordo com a esposa, o cantor começou a receber ameaças após atrasos relacionados aos valores envolvidos nessas negociações.


“Eram parcerias, isso que ele me contava. Ele fazia investimentos e essas pessoas eram parceiras. Aí começou a atrasar e eles não souberam esperar, começaram a ameaçar a família dele”, afirmou.


Antes do desaparecimento, Edyson Bruno publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que estava sendo ameaçado e que temia pela própria segurança e pela de seus familiares. Na gravação, ele disse que precisava encontrar uma pessoa para resolver uma situação, mas demonstrava preocupação com o encontro.


O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão.