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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Deputada evangélica da igreja Assembleia de Deus Mical Damasceno também critica propaganda do governo com jovem trans Alex Brito (Bota Pő)

A deputada estadual Mical Damasceno (PTB) reforçou o coro contra uma peça publicitária do Governo do Maranhão que tem como estrela Alex Brito, a “Bota Pó”, uma jovem trans de 16 anos, moradora de Bacabal, que faz sucesso nas redes sociais com um perfil de humor, no qual também ensina técnicas de maquiagem.

A propaganda já havia sido duramente criticada, também, pelo senador Roberto Rocha (sem partido), que acabou sendo denunciado pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpo) à Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA), à Procuradoria Geral do Estado (PGE) e ao Ministério Público comentário considerado transfóbico (saiba mais).

A parlamentar, que é evangélica, alegou doutrinação ideológica. “Uma tentativa de empurrar goela abaixo uma visão distorcida do que pensam ser o progresso e o fim das diferenças”, declarou.

Mical destacou a importância do lançamento da plataforma Gonçalves Dias de ensino – criada para oferecer conteúdo educativo que auxiliará o ensino remoto de estudantes da rede pública estadual – e parabenizou o nome escolhido, mas questionou a escolha. Para ela, a garota propaganda escolhida poderia ter sido a jovem Juliana Vieira, maranhense de Imperatriz que se destacou entre as 28 pessoas no Brasil que tiraram nota máxima na redação do ENEM em 2021.

“Queridos, façam as suas próprias conclusões, mas eu chamo isso de doutrinação ideológica com dinheiro público, um adolescente, um menino, que se veste de mulher, que ensina a se maquiar é quem representa os estudantes maranhenses na apresentação da plataforma de ensino a distância do Governo do Estado. Vários estudantes que se destacaram não foram escolhidos, qual a intenção que está por trás de colocar um adolescente, um menino que se veste de mulher e ensina a fazer maquiagem para falar numa plataforma dessa representando os estudantes maranhenses? E por favor, não se trata de questão de homofobia, a escolha e orientação sexual é um direito dele, inerente a ele e diz respeito apenas a ele, mas não posso admitir a utilização ideológica do Estado para normatizar a transexualidade na infância e adolescência. Deixem as nossas crianças em Paz! Vou repetir…Deixem as nossas crianças em paz!”, pediu

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