sábado, 20 de fevereiro de 2021

 

Em vídeo, preso pede perdão por transmitir ao vivo rebelião em presídio

Após conter o motim, policiais fizeram uma abordagem nas celas e encontraram três armas de fogo, quatro facas, um machado, além de vários projéteis e 18 aparelhos celulares


Material cedido ao CorreioMaterial cedido ao Correio

Em vídeo obtido pelo Correio Braziliense, o preso responsável por fazer uma transmissão ao vivo de dentro da Penitenciária Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia (GO), região metropolitana da capital, pede desculpas aos policiais penais e ao diretor do presídio (veja o vídeo abaixo). Na tarde desta sexta-feira (19/2), detentos iniciaram uma rebelião. Vídeos que circulam pelas redes sociais mostraram um princípio de incêndio na unidade. O motim foi contido poucas horas depois. 

No vídeo, o preso se identifica como Pedro Henrique e afirma que fez a live "no calor da emoção". "Boa noite. Meu nome é Pedro Henrique. Estou preso aqui na POG do estado de Goiás e vim aqui pedir perdão a todos os policiais penais, principalmente para o diretor. Eu errei fazendo aquela live. Foi no calor da emoção. Estou aqui pedindo perdão para todas as autoridades do estado de Goiás (...)", disse.




A live transmitida pelos custodiados teve mais de 10 mil visualizações. A rebelião ocorreu um dia depois da morte de um vigilante penitenciário. O servidor e a esposa foram assassinados nesta quinta-feira (18/2) na porta do mesmo complexo. Informação que circula até o momento aponta que o motim teria relação com o duplo homicídio.


Intervenção


Correio apurou que o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Goiás precisou intervir para conter a rebelião. A Polícia Penal de Goiás divulgou as imagens das apreensões iniciais das revistas nas celas da Ala A da POG.

Policiais apreenderam armas de fogo, facas, munições e celulares
DGAP/Reprodução - Policiais apreenderam armas de fogo, facas, munições e celulares


Entre as apreensões, foram encontradas três armas de fogo, quatro facas, um machado, além de vários projéteis e 18 aparelhos celulares. O complexo é o maior do estado, e já foi palco de outras rebeliões. Em uma delas, em 2018, presos tiveram suas cabeças arrancadas.


A live transmitida pelos custodiados

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