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sábado, 3 de outubro de 2026

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Paulo Curió volta à Prefeitura de Turilândia por decisão do STF; gestor é investigado por suposto desvio de R$ 56 milhões

O prefeito de Turilândia, Paulo Curió, foi reintegrado ao cargo nesta sexta-feira (2), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o afastamento cautelar do gestor. A determinação foi cumprida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).


Curió estava afastado da Prefeitura desde dezembro de 2025, no âmbito das investigações das Operações Tântalo I e II, que apuram um suposto esquema de desvio de recursos públicos no município.


Em maio deste ano, a prisão preventiva do prefeito havia sido substituída por recolhimento domiciliar integral e outras medidas cautelares.


A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada após pedido da defesa de Paulo Curió. Segundo o ministro, o período de afastamento cautelar do prefeito foi considerado excessivo. Moraes também destacou que a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), em janeiro de 2026, ainda não havia sido analisada pelo TJMA.


Com o retorno ao cargo, foram suspensas as medidas que impediam Curió de exercer as funções de prefeito, incluindo a proibição de frequentar prédios públicos municipais e utilizar sistemas oficiais da administração.


Apesar da reintegração, o prefeito continua submetido a outras medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar no período noturno, proibição de contato com corréus e testemunhas de acusação e impedimento de contratar com o poder público.


As Operações Tântalo I e II, conduzidas pelo MPMA e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), investigam um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 56,3 milhões dos cofres públicos de Turilândia.


Segundo o Ministério Público, os recursos teriam sido desviados por meio de contratos simulados e empresas apontadas como integrantes do esquema. Os investigados respondem a suspeitas de crimes como organização criminosa, fraude em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.



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