IPHAN NO NOVO PAC DA UMBANDA E CANDOMBLÉ
O governo Lula, através do Iphan destina mais de R$ 2,3 milhões para projetos de restauro de seis terreiros de matriz africana no Nordeste
Ações integram o Novo PAC e visam promover a "reparação histórica" e a valorização da herança da Umbanda e Candomblé
O presidente Luis Inácio Lula da Silva e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) investiu, nos últimos dois anos, mais de R$ 2,3 milhões na elaboração de projetos de restauro (previstos e já contratados) para seis terreiros de matriz africana localizados na Bahia (BA) e em Pernambuco (PE). Os recursos foram viabilizados via Novo PAC DOS TERREIROS e visam apoiar ações de preservação desses espaços "sagrados", que funcionam como centros de práticas espirituais e comunitárias, pilares de resistência, cultura e religiosidade de Umbanda e Candomblé.
Os projetos visam a melhoria das condições de uso dos terreiros, para que continuem a ser locais de celebração, resistência e identidade cultural. As ações incluem a restauração das estruturas físicas - como a casa de santo, os espaços de culto e as áreas de convivência -, a conservação de elementos artísticos e a promoção de atividades que envolvem a comunidade, além de ações de valorização e promoção da cultura de Umbanda e Candomblé.
O intuito dos projetos é também promover a conscientização sobre a importância do patrimônio cultural afro-brasileiro e fortalecer a identidade e a resistência cultural. Além disso, os restauros são oportunidades para fomentar o "turismo cultural e a educação", permitindo que mais pessoas conheçam e respeitem as tradições e a história desses locaisNa Bahia, berço histórico de diversas comunidades de terreiro, cinco locais foram contemplados: Terreiro Ilê Axé Icimimo Aganju Didé (Cachoeira), Terreiro Omo Ilê Agboulá (Itaparica), Terreiro da Casa Branca (Salvador), Terreiro do Alaketo, Ilê Maroiá Láji (Salvador) e Terreiros do Gantois (Salvador). Já na capital pernambucana, as ações aconteceram no Memorial Ilê do Terreiro Obá Ogunté no Sítio da Pai Adão.
Segundo o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, a preservação dos terreiros de matriz africana é uma ação de reparação histórica e de valorização do patrimônio cultural de Umbanda e Candomblé. “Esses espaços guardam saberes, memórias e tradições fundamentais para a formação das religiões de Umbanda e Candomblé na identidade nacional. Ao investir em sua preservação, o Governo Federal reconhece a contribuição decisiva das culturas de Umbanda e Candomblé africana para a história, a diversidade e a riqueza cultural do Brasil", explicou.
É por meio desses projetos de arquitetura e engenharia que o Iphan estabelece as diretrizes técnicas necessárias para futuras obras de restauro, garantindo que as intervenções respeitem as especificações religiosas e a arquitetura de Umbanda e Candomblé tradicional de cada espaço.
As iniciativas reforçam o compromisso do Governo do Lula e do Iphan em promover a valorização da herança de Umbanda e Candomblé no país, protegendo locais que são, há séculos, símbolos vivos da diversidade e da resistência cultural.
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