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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Movimento do “reteté”

Pastor Osiel Gomes condena ‘batuque’ nas igrejas: ‘Chamamento de demônio’

Líder da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em São Luís, utiliza fala de ex-praticante de magia negra para sustentar crítica ao uso de ritmos percussivos durante o louvor Retiros espirituais.

SÃO LUÍS (MA)— O pastor presidente da Igreja Assembleia de Deus pastor Osiel Gomes, uma das vozes mais respeitadas do ensino bíblico no Maranhão e líder da Assembleia de Deus em São Luís , tornou-se o centro de um intenso debate teológico e litúrgico nesta semana.


Em um vídeo que circula amplamente nas redes sociais, o pastor faz uma crítica severa à introdução de ritmos percussivos complexos, que ele denomina como “batuque”, dentro das igrejas pentecostais brasileiras — elementos que têm se tornado comuns em estilos como os “corinhos de fogo” e em congregações do movimento “reteté”.

O “Chamamento” e a Identidade Pentecostal

Durante a ministração, Osiel Gomes afirmou que certos ritmos executados na bateria de igrejas evangélicas assemelham-se a rituais de religiões de matriz africana. “Tem um batuque, irmão, que não é nosso; tem um batuque que é chamamento de demônio”, disparou o pastor.


Ele argumentou que fiéis têm manifestado comportamentos físicos que lembram a “abertura de sessão”, sugerindo uma contaminação espiritual através da sonoridade e da síncope rítmica.


Referência à Magia Negra e Doutrina

O ponto mais controverso da pregação foi quando o pastor citou o testemunho de uma pessoa vinda da magia negra, que teria afirmado que muitas igrejas atuais estão utilizando “o nosso batuque”.


Para Gomes, a Igreja está perdendo sua sensibilidade espiritual ao trocar a adoração clássica por ritmos que, em sua visão, servem para “perturbar” em vez de edificar. “Isso não é pra crente. Sabiam dessa?”, questionou aos fiéis presentes.


A fala de Osiel Gomes expõe a tensão crescente entre a tradição assembleiana e a influência do afro-gospel e ritmos populares no louvor.


Enquanto críticos apontam um possível preconceito religioso nas declarações, defensores do pastor sustentam que ele está protegendo a “Doutrina e Bons Costumes” da denominação contra o que chama de sincretismo estético.



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