Irmãos condenados por homicídio fogem antes da sentença, mas são presos horas depois em Timon
A Polícia Civil do Maranhão conseguiu prender, na noite da última quarta-feira (27), dois irmãos, de 30 e 27 anos, condenados a 18 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado. Os mandados de prisão foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Timon.
A condenação ocorreu durante sessão do Tribunal do Júri realizada na quarta-feira (27), em Timon, quando o juiz determinou a execução imediata da pena.
Os condenados respondiam ao processo em liberdade e compareceram ao julgamento, mas fugiram do fórum minutos antes da leitura da sentença. Após diligências, os irmãos foram localizados por policiais civis em um imóvel no povoado Bom Viver, zona rural de Timon. Segundo as investigações, a dupla pretendia fugir para outra cidade na manhã desta quinta-feira (28).
As prisões foram realizadas por equipes da Divisão de Inteligência e Captura (DICAP) da 18ª Delegacia Regional e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Timon.
O crime
O homicídio aconteceu na noite de 20 de março de 2020. A vítima, Luis Fernando Carvalho Vieira, de 21 anos, estava com a namorada e havia saído para comprar um lanche quando foi avistada pelos irmãos e outros dois amigos em um bar.
Sob suspeita de que o jovem teria praticado um furto na residência da família, os irmãos decidiram “fazer justiça com as próprias mãos”. Eles perseguiram Luis Fernando e o mataram com golpes de faca no abdômen, tórax, pescoço, cabeça e rosto. O crime foi presenciado por testemunhas e pela namorada da vítima.
Investigação
Logo após o crime, a DHPP de Timon iniciou as investigações. No local, os policiais encontraram uma carteira com documentos de um dos suspeitos, que tentou registrar boletim de ocorrência alegando perda do documento para despistar a polícia.
A motocicleta utilizada pela dupla também foi apreendida. O veículo pertencia a um dos amigos que estava no bar no momento do crime.
Com base nas provas reunidas, os irmãos se apresentaram espontaneamente à polícia e confessaram o homicídio. Ambos responderam ao processo em liberdade até a data do julgamento. Um dos condenados já possui antecedente criminal por porte ilegal de arma de fogo.
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