Empregada doméstica grávida denuncia agressões após ser acusada de roubo pela ex-patroa na Grande São Luís
A Polícia Civil do Maranhão investiga a denúncia de agressão contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de quase seis meses, que afirma ter sido espancada após ser acusada de roubar joias da ex-patroa, na em Ribamar na Grande São Luís.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagi em Ribamar. Segundo a polícia, há mais de dez processos envolvendo a patroa suspeita por casos semelhantes.
Segundo a vítima, ela havia aceitado trabalhar temporariamente na residência da suspeita para conseguir dinheiro para comprar o enxoval do bebê. O contrato teria duração de apenas um mês.
A jovem relata que foi acusada de furtar um anel e agredida dentro da casa pela então patroa e por um homem que ela disse não conhecer. De acordo com a denúncia, o objeto foi encontrado cerca de uma hora depois, dentro de um cesto de roupas no banheiro da residência.
A vítima registrou boletim de ocorrência na Casa da Mulher Brasileira e realizou exame de corpo de delito. Fotos mostram marcas de agressões pelo corpo. Segundo a jovem, uma lesão na testa teria sido causada por uma coronhada.
A ex-patroa também registrou boletim de ocorrência no dia 17 de abril. No documento, ela afirmou ter percebido o desaparecimento de joias e alegou que apenas familiares e a empregada haviam tido acesso à residência. A mulher disse ainda que encontrou os objetos na bolsa da doméstica e acionou a polícia, mas a jovem teria deixado o condomínio antes da chegada da equipe.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagi. Segundo a polícia, há mais de dez processos envolvendo a suspeita por casos semelhantes.
Em um dos processos, registrado em 2024, a mulher foi condenada a seis meses de prisão em regime aberto, pena substituída por prestação de serviços comunitários, além do pagamento de R$ 4 mil por danos morais, após acusar uma babá de roubo.
A Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA informou que acompanha o caso e prepara um relatório sobre os processos envolvendo a suspeita.
Em nota, a mulher negou as acusações e afirmou que os relatos apresentados são “uma distorção do que realmente aconteceu”. Segundo ela, todas as medidas jurídicas cabíveis já foram adotadas para esclarecer os fatos.
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