Depoimento
Patroa diz que anel que motivou agressões a empregada grávida custava R$ 5 mil
Carolina Sthela nega autoria de áudios sobre agressões e diz estar grávida, informação ainda não confirmada pela polícia.
Em depoimento, patroa disse que anel que motivou agressões a empregada grávida custava R$ 5 mil
Carolina Sthela negou a autoria dos áudios sobre as agressões e diz estar grávida, informação ainda não confirmada pela polícia.
Por g1 Maranhão, TV Mirante — São Luís, MA
08/05/2026 11h27 Atualizado há 14 minutos
Patroa suspeita de agredir empregada grávida no Maranhão é presa no Piauí
Patroa suspeita de agredir empregada grávida no Maranhão é presa no Piauí
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa por suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos no Maranhão, afirmou em depoimento à Polícia Civil que o anel que teria motivado as agressões estava avaliado em R$ 5 mil.
Em depoimento prestado na quinta-feira (7), a empresária negou que os áudios divulgados com supostas confissões das agressões sejam de sua autoria. Segundo a Polícia Civil, ela pediu que o material seja periciado. Já a defesa de Carolina Sthela afirma que ela confessou envolvimento nas agressões.
A empresária disse ainda que está grávida de três meses e enfrenta problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária. A gestação, no entanto, não foi confirmada pela polícia. Ela foi levada, ainda na quinta-feira (7), para exames no Instituto Médico Legal (IML), mas o resultado não foi divulgado.
O depoimento foi prestado na 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, responsável pela investigação, e durou pouco mais de uma hora, segundo a polícia.
A empresária deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (8). A Justiça vai decidir se ela permanece presa ou responde em liberdade. A defesa informou que deve pedir prisão domiciliar, alegando gravidez, problemas de saúde e necessidade de cuidar do filho.
Empresária é investigada por cinco crimes
A empresária é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria, segundo a Polícia Civil.
A classificação de tentativa de homicídio triplamente qualificado indica que houve intenção de matar com agravantes, como motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
De acordo com Augusto Barros, delegado geral da Polícia Civil, apesar dos materiais já apresentados, como áudios atribuídos à suspeita, o caso segue sob investigação e outros elementos incluídos no inquérito ainda devem ser analisados nos próximos dias.
"A gente está trabalhando com as investigações técnicas que estão sendo realizadas dentro da investigação criminal. A investigação está em curso, apesar da gente ter muitos dados que estão postos e apresentados à sociedade, ainda há outros que dependem de confirmação e que devem acontecer nos próximos dias", disse o delegado.
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"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.


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