Evangélicos entram na justiça para impedir que drag queens interajam com crianças
Projeto de leitura para crianças gera controvérsias há anos nos EUA
por Jarbas Aragão

Desde que passaram a ser promovidas em 2015, durante o governo de Barack Obama, as sessões de leitura para crianças realizadas por drag queens em bibliotecas e escolas públicas nos EUA vêm gerando controvérsia.
Em diversas cidades onde ocorreram as reações foram diferentes, indo de um apoio em nome da “diversidade” até a completa rejeição, pela percepção que trata-se de imposição da chamada ideologia de gênero.
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Uma associação evangélica denominada “Seguidores de Cristo” decidiu fazer mais que protestos em frente aos locais onde esses eventos eram realizados. Eles entraram com um processo na corte federal do Texas para impedir que as drag queens fossem ler histórias em locais sustentados pelo dinheiro público.
O grupo religioso está processando a Biblioteca Pública de Houston e o prefeito da cidade, Sylvester Turner por ter patrocinado o “Drag Queen Storytime” para crianças com verba pública. Eles alegam que esse tipo de ação viola sua liberdade religiosa.
O jornal Houston Chronicle relata que os “Seguidores de Cristo” optaram pela via judicial por entender que a interação dos drags com as crianças era “inapropriada” e que os pais não eram consultados sobre sua realização.
Sua compreensão é que a presença de homens vestidos de mulher no meio de crianças que não compreendem o que é aquilo seria “prejudicial” para o desenvolvimento delas. O site da biblioteca pública afirma que o objetivo é ensinar “amor e aceitação”.
O Chronicle lembra que não é o primeiro processo iniciado pelos “Seguidores de Cristo”. Eles também querem impedir que seja aprovada uma lei estadual que estabelece banheiros públicos unissex, onde pessoas dos dois sexos utilizem o mesmo espaço.
Dia 24 de outubro, o juiz Lee H. Rosenthal decidiu não acatar o processo do grupo, argumentou que “não havia base legal para impedir o acesso” das drags, que são contratadas pela prefeitura. Os “Seguidores de Cristo” disseram que vão recorrer.


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