Alunos da rede municipal de ensino participam de roda de conversa na Biblioteca José Sarney
A Biblioteca Municipal José Sarney tem uma programação de eventos de incentivo à leitura que dura todo o ano. "O projeto Literatura Mútua vem somar com este objetivo porque aproxima o escritor de alunos que muitas vezes não têm contato com a literatura, motivando esse aluno a ser um leitor", disse a diretora da Biblioteca, Rita Oliveira.
Cientista social graduado pela Universidade Federal do Maranhão em 2006 e natural de Codó (MA), Frederick Brandão falou de suas experiências enquanto pesquisador e 'leitor de mundo'. Ele atuou como assistente de direção do cineasta e antropólogo espanhol Iban Ayesta no interior do Maranhão para a produção do longa-metragem "Pedra, peixe, rio". A partir dessa vivência, nasceu o romance "O Encontro do Adeus".
O livro faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Brandão, que foi escrito a partir de sua experiência de campo antropológica na comunidade Itamatatiua, em Alcântara, durante a produção do filme. As gravações duraram três anos neste lugarejo. No livro, há um jogo entre a ficção e realidade vista pela própria vivência do autor, mesclando relatos e fragmentos do roteiro.
O adolescente Júlio Bispo, de 15 anos, foi um dos estudantes que participaram da roda de conversa e conta que foi muito gratificante aprender mais sobre um autor maranhense. "Serve como inspiração porque podemos nos tornar grandes pessoas como ele, adquirir conhecimento e transmitir para outras pessoas. Além disso, surte efeito porque através desse incentivo, do contato com o próprio autor, temos oportunidade de começar a pensar em que área profissional queremos atuar", explica.
O público da Galeria Trapiche Santo Ângelo também conheceu mais sobre o escritor maranhense Frederick Brandão, que participou do projeto Literatura Mútua, na quarta-feira (20), às 19h30. A Galeria é um equipamento municipal de cultura e localiza-se na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.
A escritora e idealizadora do Literatura Mútua, Talita Guimarães, explicou que geralmente são escolhidos escritores diferentes, pois o público dos equipamentos culturais é diferente. Na Galeria é um público mais maduro, já na Biblioteca são adolescentes que ainda não são leitores ou estão iniciando suas experiências literárias.
"Neste mês resolvemos fazer uma maratona com o mesmo autor nos espaços em que o projeto acontece e possibilitar a mesma experiência para os diferentes públicos. Esta troca da leitura de mundo do Frederick, enquanto cientista social, mostra que todos somos leitores ou podemos nos tornar um. É uma forma de valorizar a literatura", disse a jornalista. Ainda este ano, a Galeria Trapiche recebe em outubro a escritora Charlene Serra, em novembro Rose Panet e em dezembro Júnior Lobo.
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