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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Marqueteiro de Roseana pediu apartamento e cavalo como pagamento para Odebretch

Primeiro, queria um apartamento em Salvador. Depois, queria cavalos para fazer companhia aos animais que já tem na fazenda.

O ex-diretor da Odebretch, Hilberto Silva, que comandava o setor de propina da empresa, disse em delação premiada que o publicitário Duda Mendonça deu trabalho para receber a quantia de R$ 10 milhões. Primeiro, queria um apartamento em Salvador, no mesmo prédio do delator. Depois, queria cavalos para fazer companhia aos animais que já tem na fazenda. Por fim, o delator acabou convencendo o publicitário a receber em dinheiro mesmo. A cifra era a fatia do PMDB que tinha sido negociada para a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. Segundo o delator, o presidente Michel Temer participou da negociação da doação.

Segundo Hilberto Silva, primeiro foram pagos R$ 6 milhões, em troca do trabalho de publicidade feito na campanha de Skaf. Em seguida, o candidato teria cobrado de Marcelo Odebrecht, dono da empresa, o restante do valor prometido. De acordo com Hilberto, Marcelo estava resistente em pagar o restante, porque teria percebido que Skaf seria derrotado nas urnas. Mas depois acabou cedendo, em nome do PMDB, que tinha negociado o valor. Segundo o delator, o dinheiro foi todo pago a Duda Mendonça.
Hilberto mostrou e-mail encaminhado por Marcelo em que o dono da Odebrecht afirma que o dinheiro era mesmo para ser encaminhado a Duda, e pedido por Michel Temer. O dinheiro teria sido pago pelo “mesmo caminho de sempre”: por meio de offshore, com dólares transferidos para a conta de alguém no exterior que entregou reais no Brasil a Duda.
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