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terça-feira, 17 de março de 2026

Ônibus urbanos voltam a circular nesta terça (17), mas novela continua

A greve dos rodoviários do transporte público de São Luís foi suspensa temporariamente após um acordo entre empresários e trabalhadores. A decisão foi tomada durante uma audiência realizada nesta segunda-feira (16) na 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor.


Com o entendimento, os ônibus do sistema urbano devem voltar a circular a partir desta terça-feira (17). A paralisação durou quatro dias e afetou milhares de passageiros na capital.


O acordo prevê que o Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET) pague, até a manhã desta terça-feira, a diferença referente ao reajuste salarial de 5,5% dos trabalhadores. O pagamento será feito apenas sobre o salário neste primeiro momento, sem incluir ainda o aumento do tíquete alimentação.


Em contrapartida, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA) se comprometeu a suspender o movimento grevista e orientar os trabalhadores a retornarem às atividades.


Segundo o diretor executivo do SET, Paulo Pires, a medida é uma solução negociada para garantir a retomada do serviço enquanto as discussões continuam.


De acordo com ele, as empresas enfrentam dificuldades financeiras para aplicar reajustes sem a participação do poder público, já que o sistema depende de subsídios e da definição de tarifas pela Prefeitura.


Paulo Pires afirmou ainda que as empresas aguardam o repasse de cerca de R$ 4,5 milhões, valor que teria sido descontado do sistema entre os meses de outubro, novembro e dezembro de 2025. Segundo ele, esse desconto foi considerado irregular pela Justiça.


Apesar do acordo, o retorno do transporte não deve ocorrer imediatamente com 100% da frota. A expectativa é que cerca de 70% dos ônibus estejam em circulação ao longo desta terça-feira, com normalização total do serviço até o fim do dia.


O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, destacou que a decisão representa apenas uma suspensão temporária da greve, e não uma solução definitiva para o conflito.


Segundo ele, o retorno ao trabalho foi possível após o compromisso das empresas de pagar a diferença salarial determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho.


Marcelo Brito também informou que outras questões ainda precisam ser resolvidas, como o reajuste do tíquete alimentação e benefícios conquistados pela categoria na Justiça, incluindo plano odontológico, seguro de vida e exame toxicológico.


Uma nova rodada de negociações deve ocorrer dentro de 15 dias. Caso não haja avanço nas tratativas até o final do mês, o sindicato não descarta a possibilidade de um novo movimento grevista.


Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que não que há que se falar em “devolução” R$ 5 milhões, uma vez que esse valor foi descontado dos subsídios em razão da redução da frota de ônibus pelas empresas concessionárias.


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