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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Duas doses da Coronavac neutralizam variante Ômicron, diz estudo

Capacidade é igual ou superior à da vacina da Pfizer para a mesma linhagem, de acordo com dados de pesquisas fornecidos pelo Butantan obtidos com exclusividade pela CNN Brasil


Pfizer e da Moderna, que utilizam o material genético do novo coronavírus (RNA mensageiro ou mRNA).

Embora cada tecnologia adote uma metodologia diferente, o objetivo é o mesmo: estimular a produção de anticorpos neutralizantes que vão reconhecer e eliminar o SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19.

O pesquisador José Eduardo Levi explica que a resposta do sistema imunológico é complexa e vai além da ação de anticorpos. Por isso, os testes de neutralização conseguem avaliar apenas parte da efetividade das vacinas.

Quando os imunizantes são inoculadas no organismo, eles também contam com uma função essencial de ativação de outras células de defesa do organismo, os chamados linfócitos T.

A resposta celular gerada pelos imunizantes também envolve células de memória do sistema imunológico que permanecem no organismo. Assim, quando o indivíduo entra em contato com o novo coronavírus por meio de uma infecção natural, elas ativam a produção de anticorpos que respondem contra a infecção, evitando principalmente os casos graves, hospitalizações e mortes pela doença.


Duas doses da vacina Coronavac, contra a Covid-19, neutralizam a variante Ômicron. A capacidade é igual ou superior à da vacina da Pfizer para a mesma linhagem, de acordo com dados de pesquisas fornecidos pelo Instituto Butantan obtidos com exclusividade pela CNN.

Segundo o instituto, a efetividade da vacina foi comparada em quatro estudos científicos. A primeira pesquisa reúne resultados do ensaio de neutralização da Coronavac para a variante Ômicron. Os outros três trabalhos se referem a diferentes ensaios de neutralização da Pfizer contra a Ômicron.

O que dizem os estudos

O ensaio de neutralização da Ômicron pela Coronavac foi publicado na segunda-feira (10) no periódico científico Emerging Microbes & Infections. O estudo foi conduzido por pesquisadores chineses da Universidade Fudan e da Universidade de Medicina Tracional Chinesa, em Xangai, da Universidade Jinan, em Guangdong, e da Universidade de Hong Kong.

Para a análise, os pesquisadores geraram partículas semelhantes ao vírus (pseudovírus) contendo a proteína Spike de sete cepas do novo coronavírus: as variantes de preocupação Ômicron, Alfa, Beta, Gama e Delta, além das variantes de interesse Lambda e Mu.

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