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quarta-feira, 30 de junho de 2021

Luto: vítima da Covid19 professor Cláudio Vaz

Maranhão registra mais 31 mortes e 1.066 novos casos de covid-19; uma das vítimas fatais é o professor Cláudio Vaz

O Maranhão registrou, segundo dados divulgados pela SES nesta  terça-feira (29), mais 31 mortes e 1.066 novos casos de covid-19, sendo que o total de óbitos chegou a 9.023.

Uma das vítimas fatais é o professor Cláudio Antônio Vaz dos Santos, de 85 anos. Ele morreu nesta terça-feira (29), em São Luís, aos 85 anos, após ficar vários dias internado.

Cláudio Vaz, mais conhecido como “Alemão”, escreveu o seu nome na história do esporte no Maranhão ao criar os Jogos Escolares Maranhenses (JEMs), em 1973.

Foram confirmados mais 138 casos na região metropolitana de São Luís, 28 em Imperatriz e 900 nas demais regiões. No total, 316.607 pessoas foram infectadas pela covid-19.

Os 31 novos óbitos foram registrados nas cidades de Imperatriz (5), São Luís (5), Buriticupu (2), Pindaré Mirim (2), Açailândia (1), Alcântara (1), Arame (1), Bacabal (1), Barreirinhas (1), Cedral (1), Esperantinópolis (1), Estreito (1), Governador Eugênio Barros (1), João Lisboa (1), Lago da Pedra (1), Lima Campos (1), Miranda do Norte (1), Paço do Lumiar (1), Santa Luzia (1), São José de Ribamar (1) e Tutóia (1).

31.978 pessoas estão com o vírus ativo. 30.440 encontram-se em isolamento domiciliar, 978 estão em leitos de enfermaria e 560 em leitos de UTI.

Mais 844 infectados conseguiram se recuperar da doença. O total de pessoas recuperadas subiu para 275.606.

2.027 pessoas são suspeitas de estarem infectadas e aguardam resultados de testes.

Sobre o professor Cláudio Vaz

Cláudio Antônio Vaz dos Santos, o Cláudio “Alemão”, nasceu em São Luís, no dia 24 de dezembro de 1935. Foi atleta de basquetebol, voleibol, futebol de campo e salão, atletismo e natação. Pertenceu à famosa “Geração de 53” do esporte maranhense, atuante nas décadas de 1950 e 1960.

Em 1971, formado em Economia, foi nomeado coordenador do Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação da então Secretaria de Educação e Cultura (DEFER-SEC).

Reestruturou o esporte e a Educação Física maranhenses implantando as escolinhas de esportes no Ginásio Costa Rodrigues, que passaram a funcionar desde as 5 horas até às 23 horas, com atividades como Atletismo, Futebol de campo, salão, voleibol, basquetebol, judô, boxe (que também praticou), karatê, capoeira, xadrez, ginástica olímpica e folclore.

Nesse mesmo ano criou o Festival Esportivo da Juventude – FEJ, embrião dos Jogos Estudantis Maranhenses – JEMs.

Alemão deixa os filhos Cláudia Bogéa Vaz, Andréa Bogéa Vaz, Marcelo Vaz, Natcha Vaz, Maria José Penalber Vaz e Luciana Penalber Vaz.

Nota de pesar da SEDEL

A Sedel e o Governo do Maranhão lamentam profundamente o falecimento do professor Claudio Antônio Vaz dos Santos nesta terça-feira (29).

O professor estava internado devido a complicações de Covid-19 em São Luís e nos deixou aos 86 anos.]

Cláudio Vaz, também  conhecido como  Cláudio Alemão, foi um incansável mobilizador do esporte maranhense. Em 1973 criou os Jogos Escolares Maranhenses (JEMs).

Cláudio Antônio era natural de São Luís. Atuou no basquetebol, voleibol, futebol de campo e salão, atletismo e natação.

Em 1971, coordenou o Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação da então Secretaria de Educação e Cultura (DEFER-SEC).

O esporte maranhense se entristece com essa perda imensurável e se solidariza com a família e amigos.

Por  Gilberto Lima

Flávio Dino inaugura primeira Policlínica do Idoso do Maranhão

O governador Flávio Dino entregou nessa terça-feira (29) a primeira Policlínica dedicada ao tratamento da pessoa idosa no Maranhão. Localizada no bairro da Liberdade, em São Luís, a inauguração do equipamento de Saúde integra as ações do Plano de Urbanização para a área do projeto PAC Rio Anil.

Serviço inédito no estado, a Policlínica abre com capacidade para realizar dois mil atendimentos mensais. O espaço conta com seis consultórios e sala para procedimentos odontológicos, prontos para a oferta de serviços ambulatoriais nas áreas de endocrinologia, cardiologia, gastroenterologia, ginecologia, ultrassonografia, vascular, reumatologia, urologia, geriatria, neurologia, proctologia, psiquiatria, pneumologia, clínica geral e odontologia.

Para o governador Flávio Dino, a inauguração de um equipamento de saúde voltado para o atendimento de excelência para pessoas idosas é uma "tendência no Brasil e no Maranhão", já que há a constatação de uma mudança na pirâmide etária brasileira.

“Cada vez mais nós vamos ter menos crianças e adolescentes porque a taxa de natalidade reduziu um pouco e nós teremos mais idosos, porque a taxa de longevidade graças a Deus aumentou. Daqui a algumas décadas a Policlínica do Idoso, hoje um serviço inovador, se Deus quiser vai ser uma rede de atenção especializada aos idosos”, destacou o governador durante a inauguração.

Urbanização e transporte gratuito

Além da construção da policlínica, a área recebeu a urbanização de todo o entorno com a execução de obras de reestruturação viária com pavimentação feita em blocos de concreto e implantação de drenagem pluvial profunda e superficial.

Outra novidade é que os usuários da Policlínica do Idoso vão poder contar com transporte gratuito do Terminal da Integração da Praia Grande até a unidade de saúde.

“Temos transporte gratuito do Terminal da Praia Grande até a Policlínica, e, ao mesmo tempo, nós estamos vendo que a Policlínica se insere em um conjunto de obras visando humanizar, visando qualificar, urbanizar, dotar toda essa área de São Luís de infraestrutura, em complemento a outros equipamentos que nós já temos aqui, de modo que nós vamos avançando o principal, que é garantir que o Sistema Único de Saúde seja acessível, seja de todos e seja cada vez mais eficiente”, frisou Flávio Dino.

Atendimento especial

A implantação do equipamento público faz parte de parceria entre a Secretaria de Cidades (Secid) com as Secretarias de Estado da Saúde (SES) e de Governo (Segov). O local funcionará das 7h às 19h de segunda a sexta-feira. A marcação de consultas será por meio do Whatsapp (98) 98568-3536 ou de forma presencial na unidade.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, ressaltou que já existem outras 10 Policlínicas estaduais em funcionamento e que esta nova unidade foi pensada para garantir um “atendimento especial” ao público idoso.

“A ideia da Policlínica é poder ofertar para a população idosa uma atendimento especial. A gente já tinha 10 Policlínicas, essa é a primeira voltada para a pessoa idosa e a gente acredita. A tendência é que a gente tenha uma população acima de 60 anos maior que a de menores de 18 anos, então isso aqui na verdade é o futuro”, avalia Carlos Lula.

Pioneirismo

Dona Regina Célia Santos tem 68 anos e participou da cerimônia de entrega da unidade de saúde. Ele parabenizou o governador pela iniciativa pioneira.

“Eu acho que o idoso precisa ser acolhido dessa forma. Eu admiro muito o governador por essas iniciativas, porque hoje a população maior é a do idoso. O idoso precisa ser bem acolhido”, declarou.

Já o servidor público Afonso Polary, de 70 anos, acha que a primeira Policlínica do Idoso no Maranhão é uma “semente” que ainda vai render bons frutos.

“Eu vejo como uma oportunidade muito grande que a população idosa tem de ter um atendimento de excelência em um só lugar. É uma semente que vai frutificar bastante”, disse Afonso Polary. 

Também participaram da solenidade de entrega da Policlínica do Idoso o vice-governador Carlos Brandão, o secretário de Estado das Cidades e do Desenvolvimento Urbano (Secid), entre outras autoridades.

Fonte: Gilberto Lima

 

Entenda, em 06 tópicos, os seis meses do Dr. Julinho no comando da prefeitura de Ribamar 

Programa Auxílio Cidadão, lançado no dia 18 deste mês, é considerado o carro-chefe da gestão ribamarense neste primeiro semestre

Formal e hábil, Dr. Julinho vem construindo sua marca como um gestor de crises (Foto: Divulgação)

Ao se aproximar da finalização do primeiro semestre de gestão, o prefeito de São José de Ribamar, Júlio Matos – o Dr. Julinho (PL), se mostrou um habilidoso no diálogo com os mais diferentes segmentos da sociedade civil organizada. Formal e hábil, Dr. Julinho vem construindo sua marca como um gestor de crises.

Citada pelo prefeito como área que seria prioritária em sua gestão, a educação ganhou novas alternativas de aprendizado, para que os estudantes ribamarenses possam manter os estudos nesse período de pandemia.

Outras atividades realizadas nos setores de saúde, infraestrutura e na área social, também merecem destaques. Nesse período uma das ações mais importantes foi a implantação do programa Auxilio Cidadão – que vai atender mais de 10 mil famílias carentes com três parcelas de R$ 120,00, totalizando R$ 360,00. O benefício vai injetar 3,6 milhões na economia do município.

Na terra do peixe-pedra e da devoção, apesar do silêncio dos romeiros e devotos, a esperança se faz presentes nos pontos de vacinação da cidade balneária, que diferente do cenário nacional, já vacina jovens abaixo de 30 anos e também pessoas com comorbidades, com deficiência permanente, e trabalhadores da comunicação a partir de 18 anos.

A reportagem do Rádio Notícia Maranhão fez uma linha do tempo com os principais feitos do gestor, desde as ações de combate à Covid-19, passando por promessas de campanha e trazendo também outras importantes ações.

Confira a seguir, em 06 tópicos, um resumo da gestão ribamarense:

1 – Prefeito fortalece o diálogo

Desde que assumiu a prefeitura ribamarense, o prefeito Dr. Julinho vem apostando no diálogo para superar esse momento de crise sanitária que afeta, inclusive, a economia. Nesse período, já se reuniu com setores da sociedade civil e com representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário.

Foi graças a isso, por exemplo, que o chefe do executivo conseguiu aprovar importantes projetos na Câmara Municipal e deu início ao processo de legalização do serviço dos “carrinhos” no município, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público e o Judiciário.

O serviço dos “carrinhos” é um modal prensado entre o ônibus, o táxi e o carro de app. Se trata de veículos, parecidos com os de táxi, mas que fazem o trajeto pelo preço do ônibus.

2 – Projeto “Área Limpa”

“Importante projeto de conscientização contra o descarte irregular de lixo em vias públicas”. Assim pode ser o projeto “Área Limpa” – iniciativa que surgiu com o objetivo de acabar com pontos de destinação irregular de resíduos, proporcionando limpeza e educação ambiental para comunidades da cidade. O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Obras, Habitação, Serviços Público e Urbanismo (SEMOSP) em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM).

A prefeitura já mapeou 50 locais de descarte de lixo irregular na cidade. No primeiro momento, 15 Áreas Limpas serão instaladas no município. O bairro Jota Câmara e Araçagy já têm um lugar limpo para chamar de seu. O próximo bairro a ser beneficiado com uma área será o Parque Vitória.

Drive-thru de vacinação no Pátio Norte é um dos pontos de aplicação de vacina contra Covid-19

3 – Vacinação contra Covid-19

Além de realizar testagem em massa para identificar se existem novos casos do contágio da Covid-19 no município, a administração municipal intensificou a vacinação contra a doença. Com a Força Tarefa de imunização, o município quebrou recordes diários, e 20.389 ribamarenses foram vacinados. Desde o início da campanha, 52.518 doses já foram aplicadas, o que corresponde a 74,46% do total de doses recebidas.

Para atender os ribamarenses, a vacinação ocorre de forma descentralizada. Os pontos de vacinação são divulgados semanalmente. Além da população em geral a partir dos 35 anos, a prefeitura também vacinou gestantes e puérperas na UBS Jota Câmara.

Na terra do peixe-pedra e da devoção, apesar do silêncio dos romeiros e devotos, a esperança se faz presentes nos pontos de vacinação da cidade balneária, que diferente do cenário nacional, já vacina jovens abaixo de 30 anos e também pessoas com comorbidades, com deficiência permanente, e trabalhadores da comunicação a partir de 18 anos.

4 – Pacote de ações em 7 bairros

Outra importante medida realizada no período, por exemplo, foi uma importante articulação para aprovar na Câmara Municipal, um empréstimo no valor de R$ 30 milhões para beneficiar bairros esquecidos há mais de 16 anos no município, com um pacote de obras em diversos setores.

Com a autorização legislativa, a administração ribamarense irá garantir infraestrutura e trafegabilidade nas regiões do Jardim Tropical I e II, Araçagy; drenagem profunda no Parque Jair e a construção de uma praça na Vila Dr. Julinho.

O financiamento será feito através da Caixa Econômica Federal, que tem como objetivo transformar aos poucos a cidade balneária em um grande canteiro de obras.

5 – Quitação de impostos via PIX

Por meio de parcerias que focam em tecnologia, São José de Ribamar passou a ser o primeiro município brasileiro a implantar a modalidade de cobrança de tributos via PIX.

A nova forma de pagamento é fruto de um trabalho em equipe realizado pela Secretaria Municipal da Receita e Fiscalização Urbanística (SEMREC), em parceria com o Banco do Brasil, Secretaria Municipal de Planejamento, Administração e Finanças (SEMPAF) e o Sistema Tributário Municipal – TINUS.

Em reunião foi realizada para lançar oficialmente a modalidade de cobrança, por meio do PIX, pois o pagamento é feito de forma imediata, além de agilizar processos como emissões de notas fiscais, certidões, licenças e muito mais. Todos os tributos já podem ser pagos pela nova modalidade.

No Dia D, realizado na última sexta-feira (25), foram entregues 977 cartões aos beneficiários do Auxílio Cidadão

6 – Programa “Auxilio Cidadão”

Programa social considerado como carro-chefe da gestão do Dr. Julinho, o Auxílio Cidadão – lançado no dia 18 deste mês – deverá injetar R$ 3,6 milhões na economia do município. Ao todo, 10 mil famílias ribamarenses serão beneficiadas com o programa. Nesta primeira etapa, 4.829 famílias receberão o benefício.

O auxílio é um benefício que prevê o repasse de R$ 120,00 reais mensais (inicialmente por três meses) a famílias de baixa renda que se encontram em situação de vulnerabilidade social. O objetivo do auxílio é mitigar os impactos econômicos causados pela pandemia de Covid-19 no município.

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Fonte: Radio Notícia Maranhão 

Isaías RochaIsaías Rocha

 Suicídio LBGTQ+

237 LGBT+ morreram vítimas no Brasil em 2020, revela relatório e uma das principais causas e o suicídio foram 13

No tocante à tipologia das mortes violentas de LGBT ocorridas em 2020, registramos 15 homicídios (90,7%), seguido de 13 suicídios (5,4%) e 9 latrocínios (3,7%).

 

Em 2020, 237 LGBT+ (1ésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%). É o que mostra o Relatório: Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil.

Diferentemente do que se repete desde que o Grupo Gay da Bahia iniciou tal pesquisa, em 1980, pela primeira vez, as travestis ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis e trans (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).

O relatório mostra ainda que, comparativamente aos anos anteriores, observou-se em 2020 surpreendente redução das mortes violentas de LGBT+: de 329 para 237, diminuição de 28%. O ano recorde foi 2017, com 445 mortes, seguido em 2018 com 420, baixando para 329 mortes em 2019.

Não é a primeira vez que nessa série histórica há redução do número de mortes de um ano para outro, sem previsão nem explicação sociológica indiscutíveis. Em 1991, por exemplo, registrou-se uma queda de 153 para 83 em relação ao ano anterior (45%), oscilação sem nenhuma causa detectável.

Essa tendência de redução de mortes violentas foi observada em 2019 na população brasileira em geral, assim como entre transexuais e homossexuais, porém, em 2020, segundo dados oficiais dos 26 estados e distrito federal, houve no Brasil um aumento de 5% nos assassinatos em comparação com 2019. Um índice confirmado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais que registrou um aumento de 41% de mortes entre travestis e mulheres trans.

 

Contexto político

Segundo o prof. Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, “a explicação mais plausível para a diminuição em 28% do número total de mortes violentas de LGBT em comparação com o ano anterior se deve ao persistente discurso homofóbico do Presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes de seus seguidores nas redes sociais no dia a dia, levando o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população.”

O comportamento preventivo também é observado devido à pandemia do Coronavirus, em que sobretudo os gays vem desenvolvendo novas e específicas estratégias de sobrevivência. A cada 36 horas um LGBT brasileiro é vítima de homicídio ou suicídio, o que confirma o Brasil como campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais, informação corroborada e ainda mais agravada pelos estudos do próprio Ministério dos Direitos Humanos, em relatório engavetado pelo atual Governo Federal, concluiu-se que em no país, entre 1963-2018, a cada 16 horas um LGBT foi assassinado.

Segundo agências internacionais de direitos humanos, matam-se mais homossexuais e transexuais no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África onde persiste a pena de morte contra tal segmento. Mais da metade dos LGBTs assassinados no mundo ocorrem no Brasil.

Apesar dessa redução da violência letal observada nos dois últimos anos, o Grupo Gay da Bahia pontua que tais mortes cresceram incontrolavelmente nas duas últimas décadas: de 130 homicídios em média em 2000, saltou para 260 em 2010, subindo para 357 nos últimos quatro anos.

Durante os governos de Fernando Henrique Cardoso mataram-se em média 127 LGBT por ano; na presidência de Lula 163 e no governo Dilma 296, sendo que nos dois anos e 4 meses de Temer, foram documentadas uma média de 407 mortes anuais, caindo para 283 a média nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro.

Enquanto nos Estados Unidos, com 331 milhões de habitantes, mataram-se no ano passado 38 transexuais, no Brasil, com 212 milhões, foram assassinadas 118 trans. Incrível a inexistência de estatísticas globais sobre os homicídios e suicídios de LGBT: esse nosso levantamento, além do mais antigo é único divulgado nacional e internacionalmente.

Perfil das vítimas de homofobia 

 


Os relatórios sempre insistiram que as pessoas trans representam a categoria sexológica mais vulnerável a mortes violentas. Esse total de 161 mortes, se referidas a 1 milhão de travestis e transexuais que se estima existir em nosso país, sinalizam que o risco de uma pessoa trans ser assassinada é aproximadamente 17 vezes maior do que um gay.

Já que o IBGE não inclui no censo nacional, apesar da insistente demanda do movimento social,  com base em indicadores diversos produzidos pela Academia, instâncias governamentais e pelo movimento LGBT, que existam no Brasil por volta de 21 milhões de gays (10% da população), 12 milhões de lésbicas (6%) e 1 milhão de trans (0,05%).

Quanto à idade das vítimas, cinco eram menores de idade, a mais jovem, uma travesti de 15 anos, moradora em Fortaleza, na Granja Lisboa, foi encontrada agonizante num terreno baldio após levar diversos tiros. 33% das vítimas estavam na flor da idade, entre 15-30 anos e 8% com mais de 46 anos. O mais idoso, com 80 anos, era um gay branco morador em Recife, cego e abandonado pela família, suicidou-se jogando-se do quarto andar de seu prédio. 8,2% dos LGBT+ mortos tinham mais de 46 anos.

O quesito cor é variável bastante descuidada nas matérias jornalísticas, sendo desconhecida para 43% das vítimas. Encontramos 74 pardos e pretos (54%) e 62 brancos (46%), refletindo aproximadamente a mesma tendência demográfica do conjunto da população nacional.

Confirma-se a mesma tendência notada ao longo dessas quatro décadas de pesquisa: os LGBT+ mortos pertenciam a praticamente todos os estratos sociais, predominando 44,6% de profissionais do sexo, 10,6% cabeleireiros/as, 8,7% de professores/as. Constam ainda entre os morto LGBT+: empresário, estudante, mãe de santo, maquiador, pizzaiolo, representante comercial, advogado, agente de trânsito, agente socioeducativo, aposentado, arquiteto, atriz, dançarino, designer, digital influencer, empregada doméstica, fisioterapeuta, guarda municipal, médico, modelo, auxiliar de serviços gerais, bancário, oficial de justiça, pai de santo, pedreiro, terapeuta holística, vigilante, voluntário.

No tocante à tipologia das mortes violentas de LGBT ocorridas em 2020, registramos 15 homicídios (90,7%), seguido de 13 suicídios (5,4%) e 9 latrocínios (3,7%).

Quanto à causa, repete-se a mesma tendência observada regularmente nessas quatro décadas de pesquisa: predomínio de mortes violentas com arma de fogo (42,3%), seguido de armas brancas (23%) e espancamento (9,1%).

Registrou-se também uma dezena de diferentes formas desses crimes homotransfóbicos, muitos dos quais sendo precedidos por tortura e mais crueldades frequentes nos crimes de ódio: estrangulamento, pauladas, atropelamento, queima do corpo, descarga elétrica.

Também quanto ao local dessas mortes, confirma-se a mesma tendência observada desde o início da pesquisa: gays e lésbicas são assassinados dentro de suas residências com objetos domésticos (fios elétricos, almofadas, facas de cozinha) enquanto travestis e transexuais, notadamente as profissionais do sexo, são atingidas por disparos de revólver na pista: 60,8% de tais sinistros ocorreram em espaços públicos (praças, ruas, vias, vielas, terrenos abandonados), seguido da residência da vítima com 23,5% e, por fim, 15,6% em espaços privados (motéis, casas e comércios de terceiros).

Três quartos destes homicídios homotransfóbicos ocorreram a noite – evidenciando práticas espaciotemporais típicas de minorias sexuais urbanas que, devido ao estigma, encontram na noite a melhor ocasião para encontros íntimos via de regra clandestinos ou para a prática do lazer na chamada “cena lgbt.” 17% das mortes ocorreram no período matutino e 10% a tarde.

A violência materializada contra corpos de LGBTI+ é, principalmente, uma violência de gênero, atingindo diferenciadamente e a partir de múltiplas intensidades alguns segmentos, sobretudo, travestis e mulheres trans vitimadas em diferentes contextos e realidades socioespaciais. Das 113 travestis assassinadas, 72 (63%) foram executadas em espaços públicos, sobretudo, em ruas e vias, evidenciando um contexto marcado pela “prostituição de pista”: 90% das “meninas da noite” ainda vivem desse metier.

Suicídios de LGBT+ são de dificílima localização nos registros policiais e nas mídias sociais, pois sua subnotificação é ainda superior aos homicídios, sendo agravada por três estigmas: homossexualidade+gênero diverso+morte intencional. Pesquisas internacionais apontam que o índice de suicídios entre jovens LGBT+ é cinco vezes superior ao de heterossexuais. (Suicídios jovens LGBT, 2019). Em 2020 localizamos 13 suicidas, sendo 7 travestis e mulheres trans, 3 homens trans, 2 gays 1 sem identificação de gênero.

 

Dados por região  


Em termos absolutos, o Nordeste ocupa o primeiro lugar em número de morte com 113 casos, seguido do Sudeste com 66, Norte e Sul com 20 mortes cada e o Centro Oeste, 18 mortes.

Em termos relativos, isto é, número de mortes por um milhão de habitantes, a média nacional foi 1,28 mortes. O maior índice de violência foi registrado na Região Nordeste, 2,12; Centro Oeste, 1,28; Norte, 1,26; Sudeste, 0,82 e Sul, 0,78. Nos últimos anos, Nordeste e Norte se revezam nessa sangrenta precedência. O risco de um LGBT+ ser assassinado no Nordeste é quase três vezes maior do que no Sul.

Fortaleza, inexplicavelmente, foi a capital mais homotransfóbica no ano passado: 20 LGBT+ mortos, o dobro de São Paulo (10), que é cinco vezes mais populosa. Os índices de criminalidade em Natal são igualmente preocupantes, pois teve o mesmo número de mortes de Salvador (5) que possui dois milhões a mais de habitantes. Pior ainda é a situação de alguns municípios interioranos que tiveram a mesma incidência de crimes letais de outras sete capitais mais populosas: em Alagoas, Rio Largo e São José da Laje e em São Paulo, São Bernardo do Campo.

Alagoas desponta como o estado mais violento do Nordeste e do Brasil, acumulando 4,8 mortes para cada um milhão de habitantes, seguido por Roraima no Norte, com 4,4; no Centro Oeste, Mato Grosso, com 1,97; Minas Gerais no Sudeste, com 0,96 e no Sul, o líder dos assassinatos foi Santa Catarina com 0,8 mortes. O risco de uma LGBT+ ser assassinada em Alagoas é 6 vezes maior do que em Santa Catarina.

Segundo o mestrando Alexandre Bogas, coordenador do Acontece LGBTI+, “2020 foi marcado pela maior e pior pandemia da história recente. No início de maio de 2021, há um ano do primeiro caso registrado no país, o Brasil se aproxima de meio milhão de óbitos, com perspectivas desanimadoras, potencializadas pela incapacidade, ineficiência e indisposição governamental. O negacismo do governo federal na condução da pandemia no Brasil chocou o mundo, resultado inclusive em denúncias aos órgãos internacionais.”

“Quantos LGBTI+ morreram nesta pandemia? Quantas dessas mortes seriam evitáveis, se medidas corretas tivessem sido adotadas pelas autoridades? Quatro vips da tribo LGBT+ morreram de Covid 19: o cantor Agnaldo Timóteo, a esteticista Rudy, o bailarino Ismael Ivo e o ator Paulo Gustavo. Quantos ainda morrerão? Quantos LGBT+ tiveram graves conflitos familiares devido ao confinamento social, sendo desalojados, agredidos física e moralmente, passando dificuldades, impedidos de encontrar seus parceiros? Quantas travestis de pista estão passando enormes privações materiais e stress devido às restrições de circulação urbana?”

Talvez uma das explicações para o aumento em 41% do número de trans e travestis assassinadas durante esse primeiro ano de pandemia se deve ao fato de que gays e rapazes de programa receosos da Covid 19 deixaram de frequentar os locais de “pegação” e seus clientes e parceiros procuraram mais então, alternativamente, às trans profissionais do sexo, surgindo desentendimentos e atritos de relacionamento, que redundaram no crescimento da violência letal contra o segmento mais vulnerável. A redução do policiamento ostensivo nas ruas, sobretudo à noite, como protocolo preventivo da epidemia, certamente facilitou as agressões e mortes contra as “damas da noite”.

 

Medidas a serem tomadas

O Grupo Gay enfaztiza a urgência de ações governamentais com vistas a reverter o quadro atual de violência e discriminação contra homossexuais, bissexuais e transexuais no Brasil.

• Educação sexual e de gênero em todos os níveis escolares para ensinar jovens e população em geral o respeito aos direitos humanos e cidadania da população LGBT;
• Cumprimento rigoroso das leis aprovadas garantindo a cidadania plena da população LGBT, sobretudo no reconhecimento do casamento homoafetivo e a equiparação da homofobia e transfobia ao crime de racismo;
• Políticas públicas na área da saúde, direitos humanos, educação, que contribuam para erradicar as mortes violentas e proporcionem igualdade cidadã à comunidade LGBT;
• Exigir que a Polícia investigue diligentemente e a Justiça puna com toda severidade os crimes homotransfóbicos.
• E um apelo aos LGBT+ para que evitem situações de risco de sua própria segurança vital e quando vítimas de qualquer ameaça ou violência, reajam e denunciem.

“Monitorar as mortes violentas de LGBT+ no Brasil é parte de um esforço de quatro décadas do Grupo Gay da Bahia e da persistência e luta do professor, antropólogo e decano do movimento homossexual brasileiro Luiz Mott. O resultado desse esforço é apresentado nos relatórios anuais, enquanto estratégia de mobilização da sociedade e do Estado em prol da cidadania de um dos segmentos mais vulneráveis a violência, pelo simples fato de amar alguém do mesmo sexo. O século XXI precisa também chegar para os homossexuais com mais políticas públicas, não apenas na área da segurança, mas na relação direta com a possibilidade de assegurar a todos nós oportunidades de inserção social, pois as vulnerabilidades sociais somadas à homofobia têm levado a morte, muito de nossos irmãos e irmãs LGBT+.”

 

Para acessar o relatório completo:
https://observatoriomortesviolentaslgbtibrasil.org/

https://grupogaydabahia.com.br/relatorios-anuais-de-morte-de-lgbti/

 

Dica de Entrevista 

Alexandre Bogas (48) 999825691
Domingos Oliveira (75) 999745948
Luiz Mott (71) 987464830

"Cura Gay no SUS"

Jovem gay se suicida após ser filmado e ridicularizado por crise psicótica

A  pergunta que não quer calar não está de implaperguntantação no SUS Sistema Único de Saúde "a Cura Gay e das da comunidades LGBTQ+" com atendimento personalizado médico psicológico e psiquiátrico, para evitar outras mortes, como  deste jovem ?

Luís Carlos Sousa de Almeida, 19, andava nu por vias públicas da cidade de Porto Franco, no Maranhão, quando foi filmado e ridicularizado por moradores



Luís Carlos Sousa de Almeida andava nu por vias públicas de Porto Franco, no Maranhão, e foi ridicularizado por moradores; jovem morreu no último dia 4
Foto: Acervo pessoal
Luís Carlos Sousa de Almeida andava nu por vias públicas de Porto Franco, no Maranhão, e foi ridicularizado por moradores; jovem morreu no último dia 4
Luís Carlos Sousa de Almeida andava nu por vias públicas de Porto Franco, no Maranhão, e foi ridicularizado por moradores; jovem morreu no último dia 4


Na noite da última sexta-feira (4), o jovem Luís Carlos Sousa de Almeida, 19, foi encontrado morto em trecho do Rio Tocantins após se suicidar na cidade de Porto Franco, no Maranhão. Luís Carlos andava nu pela cidade e passava por  um surto psicótico, e sua morte não foi impedido pela população ou pela polícia.

O jovem caminhou nu por cerca de 2km por vias como Avenida Beira Rio, que leva ao rio Tocantins, e Avenida Valentim Aguiar, algumas das mais movimentadas do município.

 Moradores que estavam nos arredores gravaram Luís Carlos, riam e faziam comentários cômicos, mas não prestaram assistência.

A pergunta que não quer calar não está de implantação no SUS Sistema Único de Saúde "a Cura Gay e das da comunidades LGBTQ+" com atendimento personalizado médico psicológico e psiquiátrico, para evitar outras mortes, como  deste jovem ?, e porque não buscar ajuda espiritual nos milhares de templos evangélicos em todo Brasil, que dispõe de pastores e pastoras psicólogos e psicanalista a disposição de gays, lésbicas e de todos da comunidades LGBTQ+, para evitar outras mortes de pessoas que estão doentes e precisam de ajuda urgente e não de descriminação. 

A própria tia de reconhecer que Luís Carlos estava doente e precisava de ajuda médica psicólogica e lamentou que uma mutirão e a viatura da Polícia Rodoviária Federal acompanharam a trajetória até a consumação do suicídio e nada foi feito para evitar essa tragédia de mais um jovem Gay.  

 Suicídio 

Homem recorre ao suicídio e se joga do sétimo andar de condomínio em São Luís

Um Homem que não teve o nome revelado se jogou pela janela do sétimo andar da Torre Ipê, do condomínio Grand Park – Parque das árvores, localizado no bairro Calhau, em São Luís.

Foto Reprodução

Bombeiros e Polícia Civil foram acionados para atender a ocorrência por volta das 6:30 da manhã desta quarta-feira (2).

Instituto Médico Legal de São Luís foi ao local para remoção do corpo.

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Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o governo Bolsonaro 
BOMBA: Governo Bolsonaro teria pedido US$ 1 de propina por vacina, acusa vendedor

Seguundo ele, a proposta de propina foi feita pelo diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, que foi indicado ao cargo pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), o presidente da República Jair Bolsonaro não tem envolvimento algum com propina da vacina AstraZeneca e Fake

Reportagem de Constança Rezende publicada na noite desta terça-feira (29) na Folha de S. Paulo traz mais uma grave denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro: segundo um representante de empresa que vende vacinas, o governo pediu propina de 1 dólar por dose do imunizante da Oxford/Astrazeneca.

A denúncia foi feita ao jornal por Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply.

Segundo ele, a proposta de propina foi feita pelo diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, que foi indicado ao cargo pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Barros é apontado como envolvido diretamente na negociata com indícios de corrupção na compra da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19.

O jantar teria acontecido no dia 25 de fevereiro em um restaurante de um shopping de Brasília.

De acordo com a Folha, a empresa de vacinas queria negociar a venda de 400 milhões de doses por US$ 3,5 cada.

“O caminho do que aconteceu nesses bastidores com o Roberto Dias foi uma coisa muito tenebrosa, muito asquerosa”, disse Dominguetti à reportagem.

Com informações da Folha de São Paulo 

terça-feira, 29 de junho de 2021

 

Por G1 São Carlos e Araraquara