sexta-feira, 19 de março de 2021

 

Defensor de tratamento precoce contra covid-19, prefeito de Vitória da Conquista morre da doença, ele Defensor da cloroquina


Herzem Gusmão passou pouco mais de três meses internado e morreu em São Paulo





Entre as mais de 2.659 vítimas da COVID-19 em 24h dessa quinta-feira (18/3) está o prefeito de Vitória da Conquista (BA), Herzem Gusmão (MDB). Ele morreu no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, após complicações da doença. O político, de 72 anos, era defensor do tratamento precoce sem comprovação científica da eficácia, como cloroquina, ivermectina e azitromicina.

Herzem Gusmão (MDB) lutava contra a ação do coronavírus desde 7 de dezembro, quando foi infectado e passou a receber os primeiros cuidados médicos em casa.

Ele apresentou uma piora e precisou ser internado no Hospital Samur, em Vitória da Conquista. Com o pulmão cada vez mais comprometido, ele foi transferido para o hospital em São Paulo, onde disse em um áudio que iria para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Horas depois, ele morreu devido às complicações da doença.

Em nota, a assessoria do prefeito lamentou a morte. “É com o mais profundo pesar que informamos a morte do prefeito Herzem Gusmão”. Na publicação, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou que a Bahia perde “uma das grandes figuras públicas”. Pelo Twitter, o governador Rui Costa (PT) também prestou solidariedade à família de Herzem.

Tratamento Precoce

Herzem era publicamente favorável ao tratamento precoce. Em julho de 2020, o prefeito publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo que solicitou ao governo federal o envio da hidroxicloroquina para a cidade, já que a ivermectina e a azitromicina a própria prefeitura faria a compra dos medicamentos.

“Em defesa da autonomia médica e do acesso aos medicamentos, formamos um comitê de estudos para viabilizar o tratamento precoce e encaminhamos o pedido dos médicos conquistenses ao Ministério da Saúde. Estamos aguardando o envio das medicações solicitadas para garantir à população e aos profissionais de saúde mais um recurso no combate ao coronavírus.”

Na ocasião, afirmou estar respaldado por “evidências no mundo todo”.

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