domingo, 24 de janeiro de 2021

Negligência ou Descanso: Aconteceu de novo na mesma família; Mãe e filho morrem durante parto no hospital

A mulher identificada como Elisvane Ramos e o filho morreram durante o parto no Hospital de Alto Alegre do Maranhão, a 212 km de São Luís.

Segundo informações de Dory Lima, cunhada da vítima, por volta das 6h48 da manhã da última terça-feira (19), ela recebeu um telefonema do irmão, que estava no Hospital Materno Infantil Maricota Cantanhede, em Pedreiras, informando que Elisvane havia dado entrada sentindo dores. 

“Minutos depois ele me liga novamente, pois o médico disse a ele que minha cunhada não poderia ter o bebê lá, já que a pressão dela estava muito alta. Então, ele a encaminhou para São Luís, com uma observação: caso ela piorasse na estrada, era para irem direto para o Hospital Geral em Alto alegre que é o único hospital daquela região que tem UTI neonatal.  Ela piorou e tiveram que parar em Alto Alegre e a mesma foi logo atendida. Às 11h15, meu irmão me ligou novamente me dando a triste notícia de que o bebê havia nascido morto”, relata Dory.

Mais tarde, as 17h30, o irmão da cantora liga para informar que a esposa dele também havia falecido. No laudo médico consta que ele teve eclâmpsia e deslocamento prematuro de placenta.

Há menos de 20 dias, a família de Dory Lima perdeu a bebê Maria Marcielly, que morreu após complicações durante o nascimento, na virada de ano. Ela teve a clavícula quebrada, foi mandada para atendimento no Hospital da Criança e no Socorrão, onde não resolveram o problema. Mandada de volta ao interior, a recém-nascida morreu durante a viagem.

Leia o relato feito por Dory Lima

O MÊS DE JANEIRO DE 2021 ESTÁ SENDO BEM PESADO PARA A FAMÍLIA SOBREIRA.

Que dor terrível gente!

Terça-feira, 19 de janeiro, às 06h48 da manhã, meu irmão Antônio, o caçula da família, me ligou dizendo que já estava no Hospital Materno Infantil Maricota Cantanhede em Pedreiras, com minha cunhada Elisvane Ramos, pois a mesma já estava sentindo dores para ter seu bebê.

Minutos depois ele me liga novamente, pois o médico disse a ele que minha cunhada não poderia ter o bebê lá, já que a pressão dela estava muito alta. Então, ele a encaminhou para São Luís, com uma observação: caso ela piorasse na estrada, era para irem direto para o Hospital Geral em Alto Alegre que é o único hospital daquela região que tem UTI neonatal.

Ela piorou e tiveram que parar em Alto Alegre e a mesma foi logo atendida. Às 11h15, meu irmão me ligou novamente me dando a triste notícia de que o bebê havia nascido morto.

Fiquei desesperada e comecei a minha logística para ir ao encontro do meu irmão em Alto Alegre.

Tive muita dificuldade para conseguir um transporte para ir até lá, inclusive pela falta de carros nas locadoras daqui de São Luís. Às 17h30, meu irmão me liga novamente com a segunda notícia triste do dia: minha cunhada também havia falecido.

Os médicos não conseguiram salvá-la. No laudo médico consta eclâmpsia e deslocamento prematuro de placenta.

Elisvane deixou o marido e dois filhos ainda menores, que ela cuidava e educava com muito amor, carinho, zelo e dedicação.

Em menos de vinte dias, perdemos três integrantes da família: a Maria Marcielly, na virada de ano e agora a Elisvane e o Antony. A dor da perda me consome e consome o coração de todos nós da família. É muito difícil tudo isso.

APELO

Quero fazer aqui um apelo ao Governo do Estado do Maranhão, Flávio Dino aos prefeitos de Alto Alegre do Maranhão, Lago da Pedra, Lago dos Rodrigues e Pedreiras, para que olhem com carinho para o setor de saúde. 

É preciso ter mais zelo, respeito e atenção com a população menos favorecida do nosso Estado, em especial nesses Municípios, que eu citei acima, pois em todos eles nós buscamos ajuda médica para salvar essas três vidas, que infelizmente acabamos perdendo. Muitos erros foram cometidos. Isso será apurado e a justiça será feita em respeito à memória dos meus parentes falecidos, pois minha família está vivendo dias profundamente tristes.

Os profissionais tanto das ambulâncias quanto dentro dos hospitais, fazem um atendimento despreparado e desumano, pois na maioria das vezes, os pacientes não sabem ler nem escrever, não sabendo se expressar da forma correta e acabam aceitando qualquer tipo de atendimento e tratamento.

Isso é absurdo. Eu ouvi tantos relatos, mas tantos relatos, de pessoas que passaram por situações como esta que estamos passando, que resolvi me manifestar, para que esta situação não fique impune e na obscuridade.

Saudades eternas de Maria Marcielly Rodrigues da Silva, Elisvane Ramos da Silva Lima e Antony da Silva Lima

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Com informações do blog Gilberto Lima 

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