sexta-feira, 28 de junho de 2019

Aeronáutica impõe sigilo na investigação sobre militar detido por transportar cocaína em voo da FAB

O ministro da Defesa afirmou que se for comprovada a culpa do militar, ele será julgado sem condescendência.

A Aeronáutica impôs sigilo nas investigações no caso de militar detido no aeroporto da Espanha por ter transportado 39 quilos de cocaína em aeronave da Força Aérea Brasileira. No entanto, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, garantiu que o governo vai agir com total transparência e tudo que puder ser divulgado, desde que não comprometa o curso das investigações, será divulgado.
Nesta quinta-feira, Azevedo e Silva fez uma declaração à imprensa sobre o tema. O ministro afirmou que se for comprovada a culpa do militar, ele será julgado pela Justiça brasileira e também espanhola, sem condescendência. O ministro disse ainda que este caso se trata de um desvio de conduta ética e moral, um episódio inadmissível.
Durante entrevista coletiva concedida à imprensa, o major Daniel Rodrigues da Oliveira, porta-voz da Força Aérea Brasileira, reafirmou que o militar preso não integrava a tripulação da aeronave presidencial, mas, sim, uma equipe de apoio.
Ele explicou que a FAB adota, rotineiramente, medidas que visam a segurança de suas operações aéreas. Segundo ele, todo embarque em voos com o presidente da República conta com apoio de equipamentos de raio-X, sendo todas as malas, inclusive de mão, verificadas. Ele admitiu, no entanto, que mais medidas de segurança serão tomadas para reforçar o esquema.
O porta-voz da FAB também disse que foi instaurado um inquérito policial militar para apurar o caso. A investigação tem prazo de 40 dias, prorrogáveis por mais 20. O Comando da Aeronáutica informou que vai emitir boletins periódicos sobre a apuração do caso.
O militar preso está à disposição das autoridades espanholas. Aqui no Brasil, ele deverá ser julgado pela Justiça Militar. Se condenado, pode ser submetido a até cinco anos de prisão e ser expulso das Forças Armadas. O Ministério da Defesa disse que ainda não foi definido se o governo brasileiro vai pedir ou não a extradição do militar.

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