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sexta-feira, 11 de março de 2022

trágico: icone do fotojornalismo brasileiro, Orlando Brito morre aos 72 anos em Brasília

Repórter fotográfico e editor, ele passou por algumas das principais publicações do país, ganhou prêmios nacionais e internacionais e publicou seis livros.



Referência do fotojornalismo no Brasil, o fotógrafo Orlando Brito morreu nesta sexta-feira (11) em razão de complicações decorrentes de uma cirurgia de intestino.

Ele tinha 72 anos e estava internado no Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal. Separado, deixa uma filha, Carolina, e dois netos, Theo e Thomas.

Durante a carreira, Orlando Brito registrou presidentes, políticos e personalidades do poder, contando por meio de imagens parte da história política do Brasil, desde os anos 1960. Também produziu um acervo de fotografias de cidadãos comuns, indígenas e expoentes do mundo esportivo e cultural, além de ter viajado por mais de 60 países e acompanhado copas do mundo de futebol e jogos olímpicos.

Em 1979, quando atuava no jornal "O Globo", se tornou o primeiro brasileiro premiado no “World Press Photo Prize” do Museu Van Gogh, de Amsterdã, na Holanda, o mais prestigiado prêmio de fotojornalismo do mundo. Ele obteve o primeiro lugar na categoria "Sequências", com uma sucessão de fotos sobre um exercício militar intitulada "Uma missão fatal".

No Prêmio Abril de Fotografia, Brito foi considerado "hors concours", depois de ganhar por 11 vezes.

Também publicou seis livros de fotografia, entre os quais “Poder, Glória e Solidão”, no qual retrata episódios e personalidades da história política do Brasil (abaixo, capa e contracapa).

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