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sábado, 27 de novembro de 2021

Após 45 dias à espera de cirurgia na UPA do Maracanã, em São Luís, jovem se revolta, foge e retorna ao interior de Vargem Grande

A jovem Marícia Alves Pereira, de 20 anos, fugiu da UPA do Maracanã, de responsabilidade da Prefeitura de São Luís, após 45 dias de espera por uma cirurgia de vesícula.

Há vários dias, ela aguardava a transferência para um leito no Hospital Carlos Macieira, onde seria submetida à cirurgia. No entanto, a direção não estava conseguindo essa transferência.

Há duas semanas, após uma tomografia, foi descoberto que a jovem, que reside no povoado Placa, no município de Vargem Grande, também tem um cisto no pâncreas.


Na manhã desse quinta-feira (25), por volta de 7h30, quando a médica chegou à UPA, Marícia disse que não iria mais aguardar e voltaria para o interior, pois precisava cuidar do filho de apenas três meses, que estava sob os cuidados de uma irmã dela, que está grávida e pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento.

Sem ninguém para cuidar do filho, Marícia decidiu sair do hospital, mesmo sem ter recebido alta. Durante todo o período de internação, ela foi acompanhada pela mãe.

Há poucos dias, no programa Comando da Manhã, na Rádio Timbira, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, disse que a UPA do Maracanã é de responsabilidade da Prefeitura de São Luís, mas que iria tentar agilizar a transferência da jovem para o Hospital Carlos Macieira. Uma assessora do secretário anotou o contato de uma tia de Marícia, mas não foi feito nenhum contato com a mesma.

Sebastiana, tia de Marícia, que reside em São Luís, faz o seguinte relato da situação:

“Quando eu entrei em contato, ela já estava na van, indo pra Vargem Grande. Ela não assinou termo de alta. Ela saiu desesperada com a situação do filho, sem ninguém pra cuidar. Ela disse que não ia ficar mais porque já estava aguardando por cirurgia há 45 dias, e o leito nunca saiu. Se ela passar mal, e for levada para Chapadinha ou Itapecuru, eles vão mandar ela novamente para São Luís. Se eu tivesse dinheiro, bancaria a cirurgia dessa menina, que tem um filho para criar. Ninguém quer morrer. A gente corre para o SUS porque temos direito. Infelizmente, essa é a situação”.

Com a palavra, a direção da UPA Maracanã ou a Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Luís.


 

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