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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Fiéis acusam falso pastor preso no DF de estupro, cárcere privado e roubo

Alailson Amorim se apresentava como pastor itinerante e ganhava a confiança de fiéis pelo país. Ele seduzia mulheres com o perfil religioso


homem acusado de se passar por falso pastor itinerante para ganhar a confiança de fiéis e roubá-los também é investigado por cometer outros crimes, como estupro e cárcere privado de mulheres. Alailson Amorim, 41 anos, fez vítimas em diversos estados do país, como Sergipe, Maranhão, Mato Grosso do Sul e São Paulo, segundo investigação da Polícia Civil de SE.

Ele foi preso no Distrito Federal no último sábado (14/8), após postar foto em um shopping de Taguatinga. Alailson planejava se mudar para Portugal. O delegado Hugo Leonardo Melo, da Polícia Civil de Sergipe, disse à coluna Grande Angular que a equipe adiantou a prisão do criminoso para evitar fuga à Europa.



“Duas vítimas estavam acompanhando as redes sociais e ele postou fotos no shopping. A gente, com o apoio da PMDF, fez a operação para prendê-lo o quanto antes”, afirmou o delegado. 

As investigações contra Alailson começaram em fevereiro deste ano, após um idoso denunciar golpe envolvendo a venda de um carro com dívida de financiamento estimada em R$ 18 mil. Os policiais descobriram que Alailson age como pastor itinerante, muda-se constantemente, e prega em igrejas nas regiões onde se instala, para ganhar a confiança de fiéis e sustentar seu perfil de homem religioso.

Ele era recebido na casa dos pastores ou de mulheres que seduzia, e lá cometia os crimes. “Ele some levando notebook, lojas, relógios e dinheiro da casa das pessoas que o acolheram”, disse o delegado.


Segundo a investigação policial, o falso pastor se aproximava das fiéis da igrejas, apossava-se de cartões bancários e senhas para fazer compras, e sumia deixando as vítimas no prejuízo. “Quando ele deixava as mulheres, subtraía também computadores e até roupas íntimas”, disse Melo.

Duas mulheres, que moram no Maranhão e em São Paulo, contaram à polícia que foram vítimas também de cárcere privado. Uma delas disse que foi estuprada.



Uma pastora de 42 anos afirmou, em depoimento, que Alailson já tinha pregado em sua igreja e que, em janeiro de 2021, iniciou contato com ela por meio das redes sociais. Eles se casaram semanas depois. O homem vendeu carro, móveis e itens da igreja dela, além de tirar R$ 6 mil de sua conta.

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