quarta-feira, 16 de junho de 2021

 SOCIEDADE

O relatório da UNICEF, o acesso de crianças à pornografia e o avanço do ativismo pedófilo


RELATÓRIO DA UNICEF E O AVANÇO DO ATIVISMO DA PEDOFILIA


Em diversos textos que tenho publicado no JCO e na revista “A Verdade” venho insistindo que o ativismo pedófilo tem avançado de forma assustadora ao longo das últimas décadas (sobretudo nos últimos anos).

(Abaixo postarei os links para os demais textos em que abordo o tema).
Assim, o hediondo ativismo pedófilo vem crescendo, seja de forma explícita, declarada, seja indiretamente, mediante a promoção da erotização infantil. Dessa forma, enquanto alguns defendem explicitamente a pedofilia, seja no âmbito acadêmico seja a partir de instituições criadas para esse fim, como pela mais notória, abrangente e atuante, a saber, a ‘North American Man/Boy Love Association’/NAMBLA (passando por algumas menos influentes, como a ‘K13-Online’, a ‘Australian Man/Boy Love Association’/AMBLA e a ‘Coalition Pédophile Quebecois’, bem como por aquelas que atuam na clandestinidade), os mais perniciosos ativistas talvez sejam aqueles que usam de um caminho indireto para a defesa de sua pauta repugnante, especialmente mediante a erotização infantil. Nesse sentido, usando daquele método denominado de “Janela de Overton”, alguns grupos têm reiteradamente focado no fomento da erotização infantil para, por meio desse expediente hediondo, “amaciar” nosso senso moral, pretendendo que, aos poucos, deixemos de lado nosso repúdio a essa prática asquerosa e a passemos a considerar “normal”.

Nos textos cujos links postarei abaixo apresento diversos exemplos, mas nessa semana li um documento perturbador que permitiu que eu me apercebesse da dimensão e da perversidade do problema. Trata-se do “Digital Age Assurance Tools and Children’s Rights Online across the Globe: A Discussion Paper” (abril/2021), divulgado pela ‘United Nations Children’s Fund’ (UNICEF). Como sabemos, a UNICEF é um tentáculo da ‘Organização das Nações Unidas’ (ONU) com foco na suposta defesa dos direitos das crianças. No entanto, algumas passagens do documento acima referido nos levam a suspeitar do real propósito da UNICEF.

Com efeito, diversas instituições foram engendradas, ao longo da história do desenvolvimento civilizacional humano, para fomentar e proteger certos bens essencialmente humanos. Educandários surgiram para preservar e fomentar a busca pela ‘verdade’ e o consequente avanço do ‘conhecimento’; hospitais surgiram para a proteção e fomento da ‘vida’; o judiciário surgiu para assegurar a ‘justiça’, etc. Posteriormente outras instituições seguiram surgindo para garantir certos ‘bens’, ou ‘direitos’, humanos. Esse é o caso da ONU, à qual caberia a proteção dos direitos humanos previstos na ‘Declaração Universal dos Direitos Humanos’ (1948), bem como de suas subdivisões, como a UNICEF, a qual (desde sua criação em 1946) deveria assegurar a proteção dos direitos humanos atinentes às crianças.

Contudo, que ocorre quando tais instituições não apenas não fomentam os bens para cuja defesa elas foram designadas, mas, inclusive, os corrompem?

Ora, parece evidente que, na medida em que tais ‘bens’ (seu fomento e proteção) asseguram nossa prosperidade e florescimento enquanto humanos, sua corrupção nos levará, inevitavelmente, à degenerescência, à miséria e, eventualmente, ao fim da civilização e à imersão na barbárie.

Sobre a UNICEF, parece-me que o documento acima referido revela algo sinistro, especialmente na medida em que estamos falando de uma instituição que deveria proteger crianças. Não obstante seu nobre propósito, a leitura do documento nos conduz a uma grave preocupação acerca dos verdadeiros objetivos da UNICEF. 

Isso porque, em algumas passagens, o documento parece demasiadamente flexível acerca do acesso de crianças à pornografia. Por exemplo, ao se referir a conteúdos sensíveis (com teor sexual) lemos que “parte desse conteúdo poderia ser classificado como ‘pornografia’ em certos contextos: mas, se houver restrição de idade, isso pode negar às crianças o acesso a materiais vitais de educação sexual”. Primeiramente, eles não esclarecem em que consiste essa “educação sexual”, como se assistir a pornografia fosse uma forma de “educação” para crianças. Em segundo lugar, eles assumem que não há evidências de que consumir pornografia causa possíveis danos às crianças. 

Que mensagem isso passa? Ora, que o consumo de pornografia pode ser “educativo” e “inofensivo” mesmo para crianças (quando, em verdade, ele é nocivo até mesmo para adultos). Para reforçar sua mensagem, eles se referem a uma pesquisa publicada pela ‘London School of Economics’/LSE (curiosamente, a LSE foi criada pela ‘Sociedade Fabiana’, em 1895, justamente para começar a imposição de ideias socialistas desde o ambiente acadêmico) em que é possível encontrar o seguinte: em um estudo (Smahel, D., et al. ‘EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries’, EU Kids Online, London School of Economics, London, 2020) conduzido em 19 países da União Europeia constatou-se que a maioria das crianças que assistiram imagens pornográficas não ficou “nem perturbada nem feliz” (atingindo desde 27% na Suíça até 72% na Lituânia). Mais: o relatório da UNICEF alega que “39% (na Espanha) relataram felicidade após assistir tais imagens”.

Nesse sentido, como lemos no relatório da UNICEF, “conforme discutido acima, as evidências são inconsistentes e, atualmente, não há um acordo universal sobre a natureza e a extensão dos danos causados às crianças pela visualização de conteúdo classificado como pornografia. Contudo, legisladores em diversos países consideram que as crianças não deveriam poder acessar sites de conteúdo pornográfico desenvolvido para maiores de 18 anos”. Mantendo essa posição, mais adiante é afirmado que “não há consenso sobre quão danosa é a pornografia para as crianças”. Além disso, políticas contra a pornografia poderiam, ainda segundo a UNICEF, ameaçar a “promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão”.

Observem, então, que o relatório da UNICEF segue uma narrativa subliminar, tentando “amaciar” nosso senso moral para que comecemos a considerar que não seria danoso, para as crianças, acessar material pornográfico. A leitura do texto nos mostra que eles são malignamente ardilosos no uso da retórica. Eles vão como que “inoculando”, gradualmente, certas ideias em nosso imaginário, para que, passado algum tempo, julguemos “normal”, por exemplo, crianças vendo imagens pornográficas, bem como considerando que isso é um “direito”.

Com efeito, como esclareci nos textos cujos links colocarei abaixo, a imposição de ideias como essa não ocorre subitamente: elas são inseridas de forma gradual, planejada (aspecto central da ‘janela de Overton’) Desde a ‘revolução sexual’ dos anos 1960 uma agenda perversa tem se expandido pelo mundo. Nesse momento, a pedofilia (e, em alguma medida, o incesto) é a agenda prioritária daqueles que visam à degenerescência civilizacional e, claro, humana.

Desse modo, após tornarem o acesso à pornografia um direito, tal “direito” está sendo ampliado para atingir, inclusive, crianças, à qual querem impor o mal da “revolução sexual” já imposto aos adolescentes e gerações seguintes.
De qualquer maneira, a pornografia não é inofensiva, nem para adultos nem para crianças.

Por exemplo, o livro “The Social Costs of Pornography” (2010) nos apresenta descobertas de pesquisadores de diversas áreas (medicina, direito, economia, psiquiatria, etc), as quais expõem os danos do consumo de pornografia, seja do ponto de vista individual seja de uma perspectiva social. Nesse sentido, os artigos que constituem o livro apresentam análises da pornografia desde as mais variadas dimensões, como a neurológica, a psicológica, a econômica, a social, a política, a legal, a filosófica, etc. Tais análises servem para que questionemos seriamente o documento divulgado pela UNICEF, o qual parece sustentar aquela visão comum, e equivocada, consoante a qual a pornografia é uma diversão privada benigna, isto é, prazerosa e inofensiva (e até mesmo, segundo eles, educativa).

Das conclusões que podemos depreender do livro “The Social Costs of Pornography” está, primeiramente, que os danos da pornografia atingem a todos aqueles que a consomem. Ninguém fica ileso diante dela.

Assim, do ponto de vista da neurociência há estudos empíricos que evidenciam os danos por ela causados. Por exemplo, estudos mostram que a pornografia prejudica gravemente relações íntimas entre casais, tornando os homens sexualmente incompetentes com mulheres “de verdade”. Não apenas isso, pode torna-los mais propensos a desejarem formas bizarras de intercurso sexual. Mulheres, por sua vez, se tornam cada vez mais reificadas, bem como enfrentam maiores chances de divórcio, infidelidade e casamentos infelizes. 

Crianças se tornam mais propensas a se tornarem vítimas de violência sexual de outras crianças e de adultos. Além desses efeitos nocivos, ainda há efeitos piores, como, por exemplo, a ligação entre comércio e consumo de pornografia e o tráfico humano para a exploração sexual de mulheres e crianças.

Dentre os achados das pesquisas apresentadas e esclarecidas no livro, encontramos também que o consumo de pornografia, hoje, pode ser danoso sobretudo às mulheres e crianças. Não apenas isso, o consumo da pornografia pode causar danos inclusive àqueles que não estão ligados diretamente ao seu consumo. Aliás, a pornografia está associada a uma promoção da ‘hipersexualidade’, a qual, conforme o ‘DSM – 5 – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais’, é indicativo de desordens mentais e algumas de suas comorbidades.

Nesse sentido, como disse Lisa Thompson (vice presidente e diretora do ‘Research Institute at the National Center on Sexual Exploitation’ – o qual atua na defesa das crianças contra toda forma de exploração sexual), “o relatório da UNICEF ignora o vasto grupo de pesquisas que demonstra os danos da pornografia para crianças. 

Ao ignorar os danos reais que a pornografia pode causar, a UNICEF está jogando roleta russa com a saúde e com a segurança das crianças ... a avaliação medíocre da UNICEF sobre os impactos da pornografia sobre as crianças ... coloca as crianças em perigo”. Além disso, ainda de acordo com Thomson, a pornografia é um fator central para a exploração sexual de mulheres e crianças.
Portanto, o documento divulgado pela UNICEF é altamente preocupante, pois estamos testemunhando à talvez mais importante (e abrangente) agência de proteção à criança inserindo, de forma perversa e, mesmo, maligna, a banalização do consumo da pornografia junto às crianças.

Assim, nos cabe questionar: quais são seus reais interesses?
De que lado a UNICEF está? Do ativismo pedófilo de inspiração satânica ou das crianças?
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Abordei esse problema em outros textos:
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/23277/quando-pessoas-sao-transformadas-em-commodities-pedofilia-trafico-de-orgaos-e-os-dados-aterrorizantes
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/23017/erotizacao-infantil-e-pedofilia-irmas-siamesas-perversas-e-inoperaveis-veja-o-video
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/21849/pedofilia-uma-terrivel-colateralidade-do-sentimentalismo
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/27456/como-a-elite-tem-normalizado-a-pratica-da-pedofilia-para-torna-la-admissiv
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/27456/como-a-elite-tem-normalizado-a-pratica-da-pedofilia-para-torna-la-admissiv
https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/30078/normalizacao-da-pedofilia-uma-ameaca-crescente-as-criancas-e-adolescentes
E aqui seguem dois vídeos com fatos perturbadores:
https://www.bitchute.com/video/PtYcthXsGwQr/
https://www.bitchute.com/video/4gqkIjTE9ObI/


Carlos Adriano Ferraz

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). É professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

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