quinta-feira, 8 de abril de 2021

Policia Federal deflagra Operação para apurar desvios de recursos da Covid-19 em São Luís; foram apreendidas joias e dinheiro

A polícia federal declarou que os ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior não tem nenhum envolvimento com o caso 

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feir3a (08) a Operação Tempo Real, com a finalidade de desarticular associação criminosa formada por ex-servidores públicos e representantes de empresa, investigados por fraude e superfaturamento na aquisição de equipamentos destinados ao combate à pandemia da COVID-19 no município de São Luís.

Um dos alvos da operação é o ex-secretário de saúde da Prefeitura de São Luís, Lula Fylho. Os policiais fizeram busca e apreensão no condomínio Rio Clara, no Olho d´Água, onde reside o ex-secretário.

Durante a operação, os policiais apreenderam grande quantidade de joias e dinheiro.

A PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de constrição patrimonial. Além disso, os investigados também foram alvos de medidas cautelares diversas da prisão, consistentes na proibição de contratação com o Poder Público, proibição de acesso à Secretaria Municipal de Saúde e proibição de manter contato uns com os outros.

Ao todo, 20 policiais federais cumpriram as determinações judiciais expedidas pela 1ª Vara Federal de São Luís, que decorreram de representação elaborada pela Polícia Federal.

A investigação tem por objeto processo de licitação celebrado no mês de abril de 2020 pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís, destinado à aquisição de 20.000 máscaras PFF2, no valor total de R$ 718 mil.

Destaque-se que os fatos investigados não dizem respeito à atual gestão da Secretaria. Os elementos colhidos durante a investigação revelaram que funcionários da antiga gestão da Secretaria de Saúde, em conluio com empresários, fraudaram o contrato, montando o processo de contratação e elevando arbitrariamente os preços.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/93), superfaturamento (art. 96, I da Lei 8.666/93) e associação criminosa (art. 288, Código Penal).

** A operação foi denominada Tempo Real, em referência à expressão utilizada por um dos investigados em depoimento, ocasião em que afirmou que o líder da organização criminosa tinha informação em TEMPO REAL de todas as aquisições.

Com informações do Gilberto Lima 

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