quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Tenente e soldado da PM mataram auxiliar de perícia em São José de Ribamar do na UPA do Parque Vitória, aponta investigação; eles se apresentaram de homicídio e proteção de pessoas (SHPP)

Salomão Santos foi morto na UPA do Parque Vitória

As investigações da morte do auxiliar da perícia médica da Polícia Civil, Salomão Matos dos Santos, apontam que ele foi morto por policiais militares que atuavam de forma velada no dia do crime, na madrugada da última quinta-feira (28).

Nesta segunda (1º), os dois PMs se apresentaram na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), em São Luís, e passaram horas prestando depoimento. Um dos envolvidos foi identificado como tenente Sousa. O soldado não teve a identidade revelada.

No dia do crime, ocupando um veículo Renault Duster, branco, os dois invadirem a UPA do Parque Vitória em perseguição ao auxiliar de perito criminal, lotado no Instituto de Identificação, e o mataram com dois tiros, na perna e no pulmão.

Salomão estava retornando da Baixada Maranhense, via ferry-boat, onde fora participar de um velório. No Anel Viário, junto com outras pessoas, pegou uma van de lotação, que no meio do caminho deixou alguns passageiros.

Já dentro do Parque Vitória, a van foi interceptada pelo veículo ocupado pelos militares, que estavam em diligência para tentar prender os autores do assassinato do Tenente Coronel Ronilson, executado horas antes na porta de sua casa, no Residencial Pinheiros.

Temendo um assalto, segundo depoimento do motorista da van, o auxiliar de perito pediu, primeiro, que ele acelerasse e depois que entrasse no estacionamento da UPA.

Os policiais entraram atrás e um deles abordou o motorista. Nesse momento, Salomão saiu pela outra porta e circundou o prédio da UPA. Quando saía pelo outro lado, foi abordado por um dos militares, escondendo-se atrás de um poste, onde recebeu os tiros e morreu.

Em nota, a defesa dos PMs disse que houve legítima defesa, já que um deles foi atingido com um disparo. No entanto, essa versão ainda é investigada pela Polícia Civil, que apura se Salomão foi morto por engano ou não.

"O Escritório Ferreira, Quirino & Baldez vem, através da presente nota, informar que seus constituintes apresentaram-se de forma espontânea e voluntária para colaborar com o desfecho mais preciso das investigações, que certamente concluirão que a lamentável morte do Senhor Salomão Matos trata-se de uma tragédia consequência do ataque brutal ao Tentente-Coronel Ronilson, ocorrida sob o pálio da legítima defesa, visto que um dos constituintes apresenta lesão cutânea decorrente de disparo de arma de fogo deflagrado felizmente contra o colete que utilizava no fatídico dia. Aproveita para esclarecer que se manifestará nos autos", diz a nota da defesa dos militares.

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