quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

 Padre diz que vacina da covid-19 é feita com fetos abortados e não é a salvação

 Nota da Congregação para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa Francisco, afirma que na pandemia podem ser utilizadas 'todas as vacinas reconhecidas como clinicamente seguras e eficazes'


A fala de um padre de Pedras Grandes, em Santa Catarina, feita durante seu sermão na missa dominical está causando polêmica na região. No dia 24 de janeiro, o padre Claudemir Serafim, pároco na paróquia São Miguel Arcanjo, comentou que há problemas morais em relação à vacina e que está comprovado que o imunizante é feito com fetos abordados.

A afirmação causou polêmica, e segundo moradores, alguns idosos que frequentam as missas se recusarão a tomar a vacina após a informação repassada na igreja. Um vídeo com o trecho do sermão está sendo divulgado nas redes sociais.

“O vírus não é católico porque odeia nosso Senhor e tem fechado as igrejas e a salvação para a nossa vida, nossa alma, não está na vacina. Há vários problemas morais em relação à própria vacina, que está comprovado que é feita com fetos abortados. Dos milhões de abortos muito mais elevados do que as mortes por coronavírus no mundo destes pobres seres humanos jogados nas lixeiras dos hospitais, fizeram vacinas”, diz o padre.

O que diz o padre

A reportagem do HC Notícias entrou em contato com o padre Claudemir Serafim para saber sua opinião sobre a procedência da vacina. Ele explica que há uma nota da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, aprovada pelo papa Francisco, que reconhece que há vacinas feitas com linhas celulares de fetos abortados na década de 60. Mesmo aprovando a vacina, diante de um mal maior que é a epidemia da covid-19, a nota sugere que os laboratórios farmacêuticos procurem criar vacinas moralmente aceitáveis e que não cause problemas de consciência às pessoas.

“Ou seja, há possibilidade de se criar, mesmo que isso demore um pouco mais, vacinas que não contenham células de seres humanos mortos no ventre de suas mães. O documento também entende que o uso da vacina não seja obrigatório, embora sugira que as pessoas continuem a se utilizar dos meios profiláticos”, destaca.

O padre explica que segundos depois da fala que aparece no vídeo ele diz que "não deseja influenciar negativamente em relação ao uso da vacina, mas que é preciso dizer que inclusive os laboratórios não assumem a responsabilidade pelos efeitos colaterais da vacina".

Segundo o religioso, as pessoas são livres para tomarem as suas decisões, desde o uso de máscaras, e de outros meios profiláticos. Porém, ao ser questionado se tomaria a vacina contra a covid-19, ele afirma: “enquanto não me for obrigatória, não farei uso dela”.

Com informações de HC Notícias

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