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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

 

Biispo Edir Macedo solicita reabertura de processo contra Haddad no STF

O ex-candidato a presidente teria ofendido Macedo, durante a campanha para presidência em 2018, após o religioso declarar apoio a Bolsonaro.



O bispo Edir Macedo, líder da igreja Universal do Reino de Deus, pediu através de seus advogados, a retomada de um processo contra o ex-candidato a presidente Fernando Haddad (PT), que trata de supostas ofensas feita pelo petista ao religioso em 2018. Atualmente, o processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na época, Haddad provocou Macedo após o bispo declarar apoio a Jair Bolsonaro. O petista atacou o religioso dizendo que a ligação entre os dois era entre o “neoliberalismo desalmado” de Paulo Guedes e o “fundamentalismo charlatão” de Edir Macedo.

“Sabe o que é o Bolsonaro? Vou dizer a vocês o que é o Bolsonaro. Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado, representado pelo Paulo Guedes, um neoliberalismo desalmado, que corta direitos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Isso é o Bolsonaro”, declarou o ex-prefeito de São Paulo.

Para os advogados de Edir Macedo, a fala de Haddad fere a imagem do bispo, como uma forma de injúria e difamação. Entretanto, o processo foi engavetado por Sebastião Reis Júnior, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 4 de fevereiro.

“Na presença de várias pessoas e após participar de uma missa católica alusiva ao dia de Nossa Senhora Aparecida (fomentando um discurso de ódio religioso), em sede de “coletiva de imprensa”, passou a injuriar e difamar o Reclamante, Edir Macedo Bezerra”, relatou a defesa do pastor.

Segundo o magistrado do STJ, “as palavras proferidas por Haddad encontram-se abarcadas pelo direito de liberdade de expressão e de pensamento”.

Em novembro de 2020, a 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu a sentença de primeira instância, que tinha condenado o ex-prefeito de São Paulo a pagar R$ 79 mil de indenização por danos morais a Macedo.

No entendimento dos desembargadores que julgaram a causa, a intenção da fala do então candidato à presidência era esclarecer, sob sua ótica, o que seria o seu opositor, Jair Bolsonaro, e não Edir Macedo.

 




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