sexta-feira, 19 de junho de 2020

Durante coletiva, Flávio Dino ataca: é criminosa a tentativa de culpar o MA pela compra não finalizada de respiradores
Durante coletiva virtual, na manhã da sexta-feira (19), o governador Flávio Dino se mostrou, mais uma vez, indignado com o compartilhamento de notícias falsas na internet. Segundo Dino, é criminosa a tentativa de atribuir ao Maranhão a ilegalidade na compra de respiradores.


“Há uma distorção criminosa, como se o Maranhão fosse autor de algo errado, não somos, somos vítimas do descumprimento de um contrato celebrado pelo consórcio com empresas”. Flávio Dino, ao que indica, referia-se às publicações feitas pelo deputado estadual Wellington do Curso, que tenta há semanas, mesmo diante de incansáveis explicações, atribuir ao Estado a compra ilegal de respiradores, a partir de um contrato feito pelo Consórcio Nordeste e não cumprido pela empresa chinesa. 

Sem citar nomes, Dino disparou: “há informações criminosas circulando na internet, de gente que nao tem coragem, que inclusive se esconde atrás da imunidade parlamentar para mentir e que ignora os esclarecimento que já foram feitos”.

E com paciência se desdobrou mais uma vez em esclarecer o caso. O Consórcio Nordeste - do qual o Maranhão e demais estado da região integram a fim de facilitar aquisição de produtos por meio de compras coletivas - realizou dois contratos que foram frustradas. O Governo do Bahia, que preside o Consórcio, denunciou e recorreu à Justiça baiana assim que identificou irregularidade por parte das empresas, nas duas compras. Na primeira, o valor já foi reavisto para o Consórcio, que repassou as quantias aos estados, incluindo o Maranhão. A segunda tomou contornos maiores, inclusive com prisão de empresários e bloqueio de contas. Para esta, aguarda-se decisão da Justiça da Bahia para devolução do dinheiro que foi investido.

Flávio Dino ressaltou, então, que os estados nordestinos são, portanto, vítimas e não culpados por qualquer crime, como a narrativa do deputado tenta há semanas emplacar. Ele ainda lembrou que o mesmo problema já aconteceu com o estado de São Paulo e também com o próprio Governo Federal, do qual Wellington do Curso é aliado.

Durante a coletiva, o governador ainda destacou que tanto as compras de respiradores feitas individualmente pelo Maranhão, quanto as que foram fruto de doações de empresas foram cumpridas a contento, mesmo quanto foi preciso recorrer à Justiça para isso.

“Lembremos que não havia oferta de respiradores no Brasil, os governos estaduais foram abandonados a sua própria sorte, o Governo Federal disse “se virem”, e nós tivemos que buscar respiradores em qualquer país do planeta, os fabricantes brasileiros não tinham oferta. Eu tive que ir à Justiça para receber respiradores que nós compramos e pagamos”, relatou.

Diante da constante pergunta do porquê do pagamento antecipado, sem o produtos em mãos, Dino fez questão de deixar claro: “porque a lei manda. A medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro, foi ele que editou a medida provisória que prevê o pagamento antecipado”.

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