quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Para Lula, “não existe essa história de antipetismo”

Para o ex-presidente, críticas são numerosas devido ao tamanho da sigla. Sem o PT, avalia, é "muito difícil" eleger alguém de esquerda

Reprodução TVT
Oex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (15/01/2020) que “não existe essa história de antipetismo” e que é “muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT” no Brasil. A fala se deu no contexto da possibilidade de que o candidato da esquerda brasileira à Presidência em 2022 seja o governador do Maranhão, Flávio Dino, que é do PCdoB.

Comentando a rejeição ao seu partido em participação no “Entrevistas”, da TV Trabalhador, ele afirmou que é “normal” que o partido seja colocado em evidência, nas críticas populares, em função do seu tamanho. “Como o PT é muito forte, é normal. Quando eu era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, a gente só falava da Volkswagen. Não é porque a gente gostava da Ford ou da Mercedes, era porque a Volkswagen era maior”, explicou
 Lula também criticou incisivamente o desemprego e a informalidade: “Se diz que trabalhar no Uber é ser empreendedor. As pessoas trabalham no Uber porque não tem condições de ter um emprego formal. Tiraram todos os direitos trabalhistas e querem que as pessoas voltem a trabalhar achando que um cara que está entregando pizza é empreendedor”.
São Paulo
A respeito do caso específico de São Paulo, Lula afirmou que o PT tem condições de recuperar seu eleitorado. Especialmente porque, na sua opinião, os três melhores prefeitos da maior capital brasileira foram petistas: Marta Suplicy (hoje, sem partido), Luiza Erundina (PSol) e Fernando Haddad. “É só pegar os dados”, defendeu.
“O PT é um grande partido em São Paulo e tem um cinturão vermelho ali. É muito mais fácil o PT recuperar, se tiver um discurso correto, indo para a rua e falando, confirmando, afirmando o porquê que existe o PT, para que o PT foi criado, o que o PT fez”, sustentou o ex-presidente.
  continuou: “Por que criamos um partido? Para dar vez e voz àqueles que nunca tiveram. Queremos um partido para fazer as transformações que é possível fazer na democracia. Em 2015, queria radicalizar mais ainda. Por que que pode uma pessoa só juntar R$ 40 bi e crianças pedindo esmola e comendo na rua?”, questionou.
Entre os possíveis nomes, ele citou o ex-ministro da Saúde e deputado federal por São Paulo Alexandre Padilha; o deputado federal Carlos Zarattini; e o arquiteto Nabil Bonduki.
Fonte: METRÓPOLE






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