Perigo: Tanques vermelhos da Alumar causam maior estrago que a barragem de Brumadinho
Bauxita
Deu ao Maranhão milhares de empregos, assim como ajudou na construção do Sistema Italuís, mas ganhou isenções nos abastecimento de água e vários impostos durante 20 anos. E trouxe para a ilha de São Luís o perigo da convivência com elementos nocivos aos ser humano. Na época, foi criado o Comitê de Defesa da Ilha que foi veementemente contra a instalação da fábrica em nossa capital.
Se existe o perigo, como questionou hoje o Blog do Marco Aurélio D’Eça, claro que existe. Imaginem um dos três lagos vermelhos rompendo a parte que os impedem do contato com fábricas e casas? A Ambem e a Eletronorte com seus mais de 700 funcionários seriam atingidos por detrás, de forma traiçoeira.
Bairros como o Calembe e Iguaraú irão sumir do mapa, em caso de uma desgraça acontecer com os lagos. Pedrinhas também não está distante do alcance da catástrofe se o rio do Calembe for atingido.

Portanto, a barragem do Brumadinho não é uma realidade assim tão distante de nós ludovicenses. Sem esquecer que o material trabalhado pela Vale de Minas Gerais é menos venenoso que a bauxita guardada bem debaixo das nossas vistas. Todo cuidado é pouco! A Alumar precisa sair para dizer em que pé está os lagos, assim como as autoridades ambientalistas precisam nos alertar ou os órgãos ambientais precisam nos oferecer uma resposta, antes que seja tarde demais.
Os tanques vermelhos e arrepiantes da Alumar completam agora em abril 35 anos. Podem estar até desativados, mas eles existem e estão repletos de veneno.