Padre é acusado de abusar sexualmente de criança no RJ
Emilson Soares Corrêa foi indiciado.
Sacerdote confirmou que mantinha relações sexuais com a irmã da garota.
Um padre de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, é acusado de ter abusado sexualmente de uma menina. O padre Emilson Soares Corrêa foi indiciado Ele é suspeito de ter abusado sexualmente de uma criança, quando ela tinha sete anos. Hoje, a menina está com dez.
Emilson tem 56 anos e era conhecido da família. Chegou a batizar a irmã mais velha da menina. De acordo com a polícia, a jovem, agora com 19 anos, manteve um relacionamento com o sacerdote por mais de quatro anos.
Na delegacia, a moça contou ainda que o padre a sustentava. Dava presentes caros, como carro e moto, e pagava reformas na casa. Segundo a delegada que investiga o caso, o sacerdote confirmou que mantinha relações sexuais com a jovem e também com uma amiga dela, de 15 anos. Disse ainda que dava os mimos porque estava envolvido emocionalmente.
Depois de descobrir o relacionamento, o pai pediu a filha para fazer uma gravação. Um vídeo, divulgado pelo jornal Extra, mostra a jovem e a amiga com o padre. Os encontros teriam acontecido em casas paroquiais. Como as duas têm mais de 14 anos e não teria havido ameaça, o fato não é considerado crime.
“No tocante à maior, ele confessa, ele diz que realmente se envolveu afetivamente com ela. Ele nega totalmente qualquer tipo de prática de abuso a esta criança de dez anos, que afirmam ter ocorrido quando ela tinha sete anos de idade”, afirma a delegada Marta Dominguez.
O sacerdote disse que foi chantageado pelo pai das duas irmãs para que as imagens não fossem divulgadas. “O padre Emilson é uma pessoa muito simples, é uma pessoa que assumiu todas as responsabilidades daquilo que possa ter sido considerado como erro dele perante a lei dos homens, mas que a apuração, no final das contas, vai demonstrar que ele é vítima disso tudo”, diz Roberto Vitalino, advogado do padre.
O pai das meninas afirmou que foi o sacerdote quem ofereceu dinheiro para que nada fosse divulgado. Em nota, a arquidiocese de Niterói declarou que está averiguando a denúncia, mas já decidiu afastar o padre de suas funções. Afirmou ainda que o próprio padre Emilson levou o caso ao Ministério Público para que fosse apurado.
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