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sexta-feira, 17 de março de 2017

Reportagem da TV Globo revela novos nomes da lista de Rodrigo Janot

O conteúdo das delações está sob sigilo, mas a TV Globo conseguiu apurar com várias fontes a presença de novos nomes na lista de pedidos de investigação, muitos deles já citados na pré-delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebretch Cláudio Melo Filho, que veio à público em dezembro de 2016.


Foto: Reprodução
O Jornal Nacional revelou, na noite desta quarta-feira (15), em reportagem do jornalista Vladimir Netto, a lista dos novos nomes de políticos que estão na lista do procurador-geral da República Rodrigo Janot.
O conteúdo das delações está sob sigilo, mas a TV Globo conseguiu apurar com várias fontes a presença de novos nomes na lista de pedidos de investigação, muitos deles já citados na pré-delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebretch Cláudio Melo Filho, que veio à público em dezembro de 2016.
Na lista de Janot, há mais um ministro do governo Temer, além dos cinco já revelados na terça-feira (14). É Marcos Pereira, do PRB, hoje ministro da Indústria e Comércio.
Na lista também há pedidos referentes a pelo menos cinco governadores, que deverão ser analisados pelo Superior Tribunal de Justiça. São eles:
Renan Filho, de Alagoas, e Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro, os dois do PMDb: Fernando Pimentel, de Minas Gerais, e Tião Viana, do Acre, ambos do PT; e Beto Richa, do Paraná, do PSDB.
Do Senado mais quatro nomes que vão para análise no Supremo: Lindberg Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP), Lídice da Mata (PSB-BA).
Entre os deputados federais que foram citados pelos delatores estão: Marco Maia (PT-RS), Andrés Sanchez (PT-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), e Paes Landim (PTB-PI).
Há políticos e outras pessoas citadas na lista que não têm foro em tribunais superiores e, por isso, terão seu caso analisado por outras instâncias da Justiça. Entre elas estão: Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro do governo Temer; Sérgio Cabral (PMDB-RJ), ex-governador do Rio, hoje preso; Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, hoje preso; Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito de Ribeirão Preto; Paulo Skaf, que foi candidato a governador de São Paulo pelo PMDB; Edinho Silva (PT), ex-tesoureiro da campanha de Dilma, atual prefeito de Araraquara; e Anderson Dornelles, ex-assessor direto de Dilma Rousseff.
Os pedidos de investigações enviados ao Supremo trazem acusações de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, formação de cartel e caixa dois.
No Supremo, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato, evitou falar sobre o tempo que ele vai levar para decidir sobre os pedidos da procuradoria-geral da República.
O ministro não tem prazo para tomar qualquer decisão sobre a abertura de inquéritos ou sobre o fim do sigilo das delações. E só vai fazer isso depois que receber e analisar centenas de documentos que foram da Procuradoria-Geral da República para o Supremo. Por enquanto, está tudo guardado numa sala-cofre no terceiro andar.
Antes de os pedidos irem para o gabinete do ministro Fachin, tudo tem que passar pelo protocolo do Supremo. Os 320 pedidos do procurador Rodrigo Janot já começaram a ser cadastrados no sistema do STF. Esse trabalho só deve terminar na sexta-feira (17)
Fonte: Jornal Pequeno
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