Weverton Rocha e Fred Campos se pronunciam sobre operação da Polícia Federal
Weverton Rocha classificou como fruto da disputa eleitoral. Fred Campos, afirmou nesta terça que o repasse investigado decorre de um contrato de arrendamento.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), se pronunciaram a respeito da operação Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4).
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) classificou como fruto da disputa eleitoral. Candidato à reeleição, o parlamentar declarou ter recebido com indignação, mas sem surpresa, a ação que mirou familiares e apoiadores políticos.
Autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Maranhão e no Distrito Federal. Embora não tenha sido alvo direto das buscas, Weverton teve bens bloqueados. Entre os investigados estão sua esposa, Samya Lorene, duas irmãs e o advogado Willer Tomaz.
Esta etapa da operação apura o crime de lavagem de dinheiro derivado de um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo os investigadores, há indícios do uso de empresas, contas de terceiros e dinheiro em espécie para ocultar a origem e a destinação dos recursos.
Em nota, Weverton negou irregularidades e afirmou que as movimentações financeiras são decorrentes de atividades profissionais e empresariais declaradas à Receita Federal:
“Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais e foram devidamente declaradas à Receita Federal”, declarou.
O senador destacou ainda que o Ministério Público Federal (MPF) teria se manifestado contra as buscas. Ele afirmou que já esperava ataques políticos por conta da corrida ao Senado, mas que não imaginava que seus familiares seriam atingidos. “Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão”, concluiu.
Weverton já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em dezembro de 2025, em etapa anterior da mesma operação, e segue negando qualquer envolvimento nas fraudes do INSS.
Fred Campos
O prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), afirmou nesta terça-feira (4) que o repasse investigado pela Polícia Federal na nova fase da Operação Sem Desconto decorre de um contrato de arrendamento firmado por uma de suas empresas, a Petro São Francisco. Segundo o gestor, não houve qualquer ilegalidade na transação.
Em pronunciamento divulgado após a operação, o prefeito declarou que foi surpreendido pela investigação envolvendo o repasse. Ele sustentou que poderia ter apresentado os documentos relativos ao negócio caso tivesse sido solicitado pelas autoridades.
“Esse repasse é resultado de um contrato de arrendamento e não há qualquer ilegalidade. Se toda a documentação tivesse sido solicitada, ela teria sido apresentada prontamente”, afirmou.
Antes de assumir a Prefeitura de Paço do Lumiar, Fred Campos atuou como advogado e empresário. O prefeito informou que as empresas ligadas a ele continuam funcionando normalmente e que sua defesa já está adotando as medidas jurídicas necessárias para esclarecer os fatos investigados.
Fred também garantiu que a operação não afetará as atividades da administração municipal. “Quero tranquilizar a todos: nossas empresas seguem funcionando normalmente e reafirmo que o nosso trabalho por Paço continua”, declarou.
A nova fase da Operação Sem Desconto também atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apoiadores políticos e o advogado Willer Tomaz. Segundo a PF, as diligências buscam esclarecer movimentações financeiras e patrimoniais que teriam sido realizadas por meio de pessoas físicas, empresas, contas de terceiros e operações em espécie.

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