MARÇO LILÁS: Hospital Aldenora Bello realiza ação preventiva neste sábado
Atendimento realizado durante a Campanha Março Lilás
A Fundação Antonio Dino, que mantém o Hospital do Câncer Aldenora Bello, promove durante todo o mês de março, pelo segundo ano consecutivo, a ação inovadora que trata da campanha de Conscientização e Combate ao Câncer de Colo de Útero, a campanha Março Lilás.
A campanha visa levar informação e estimular a população feminina para os cuidados de prevenção contra o câncer de colo uterino, além de alertar para os principais sinais e sintomas que devem direcionar a mulher a buscar ajuda médica. Neste sábado, 25, das 8 às 12 será realizada dentro do hospital uma ação de prevenção com mulheres (senhas limitadas que serão entregues no setor de humanização do hospital). Serão feitos preventivos e palestras de orientação para que mais e mais pessoas possam tomar conhecimento da gravidade dessa doença.
Para a oncologista Rachel Cossetti, idealizadora da campanha Março Lilás, a prevenção é a melhor forma de combater esse câncer: “As mulheres precisam ser conscientizadas desde cedo da necessidade da prevenção com a vacina contra o HPV além da realização de exames periódicos a fim de diagnosticar precocemente a doença”, afirma.
Desde o início do mês estão sendo realizadas atividades dentro e fora do Hospital a fim de alertar sobre a prevenção de um câncer que ainda acomete muitas mulheres no Estado. No Maranhão e na região Norte, o câncer de colo uterino ocupa lugar de destaque nas causas de câncer e de morte por câncer entre as mulheres, estando à frente, inclusive, do câncer de mama.
Apesar desses dados desoladores, esse é um dos cânceres com maior potencial de prevenção, pois está associado à infecção pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano), uma infecção que pode ser evitada, acompanhada e tratada ainda em fases iniciais.
ENTENDA
O câncer de colo uterino é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres de todo o mundo e também no Brasil. Sua maior incidência se dá em mulheres entre 45 e 49 anos de idade e estima-se que o rastreamento sistemático e o tratamento de lesões precursoras possam reduzir a mortalidade pela doença em até 80%. O principal fator de risco é a infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) e já foram desenvolvidas vacinas contra os principais tipos oncogênicos do vírus. A redução da mortalidade decorrente dessa doença depende da adoção de medidas de prevenção primária, de diagnóstico e tratamento de lesões precursoras bem como do diagnóstico e tratamento adequados das lesões invasivas.
Ex-presidenteAs medidas de prevenção são simples. Toda mulher com vida sexual ativa ou a partir dos 25 anos deve fazer o exame preventivo, também chamado de Papanicolaou, todos os anos. É através desse exame que inflamações e alterações iniciais podem ser descobertas e tratadas logo, antes de evoluírem para uma doença agressiva e que pode levar a morte.
Além do exame preventivo anual, hoje já é possível prevenir a infecção pelos principais tipos de HPV associados ao câncer de colo uterino através da vacina contra o HPV. Essa vacina está disponível nos Postos de Saúde gratuitamente para meninas de 9 a 13 anos e para meninos de 12 a 13 devem ser tomadas as 2 doses para uma maior eficácia. Apesar de ser mais eficaz quando administrada em meninas antes do início da vida sexual, mulheres mais velhas também podem se beneficiar do uso da vacina. Além disso, mesmo as mulheres que foram vacinadas devem continuar realizando o exame preventivo quando atingirem a idade recomendada.
E mais: a Fundação Antonio Dino, mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello, é referência no combate ao câncer no Maranhão. Uma Instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que busca constantemente melhorias na qualidade do tratamento oncológico.
Por: Wellington Rabello
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